Toto Wolff, chefe da Mercedes, tratou como passageiras as falhas que voltaram a prejudicar a McLaren no circuito de Suzuka. O dirigente comentou o tema neste sábado, 28 de março de 2026, após Lando Norris encerrar o terceiro treino livre com apenas 13 voltas completadas.
No fim de semana anterior, Norris e o companheiro Oscar Piastri ficaram fora do Grande Prêmio da China por diferentes problemas elétricos. Desta vez, a equipe identificou nova falha e precisou limitar a quilometragem do carro de número 4.
Zak Brown, CEO da McLaren, explicou que a origem da pane foi a bateria fornecida pela Mercedes High Performance Powertrains (HPP). “A Mercedes HPP está trocando isso agora. É um problema de bateria. Ainda não sei se é o mesmo da China, mas certamente é na bateria”, relatou o dirigente.
Wolff reforçou que as avarias não seguem um padrão único. Segundo ele, na sexta-feira o defeito foi hidráulico e, no sábado, relacionado ao sistema de recuperação de energia (ERS). “Às vezes você tem uma sequência de falhas. Não gostamos de ver isso em nenhum carro cliente, mas obviamente há aprendizado. As regras ainda são muito novas e isso acontece”, declarou à Sky Sports.
Questionado sobre a diferença de desempenho entre a Mercedes e sua escuderia cliente, o austríaco respondeu que a etapa inicial de um novo regulamento sempre favorece a equipe de fábrica. “No começo, a curva de aprendizado é muito íngreme para eles. A vantagem da equipe de fábrica fica clara, mas, com o tempo, isso tende a se equilibrar”, afirmou.
Andrea Stella, chefe técnico da McLaren, havia citado no início da temporada uma suposta falta de colaboração da fornecedora alemã, mas Wolff discordou ao dizer que as dificuldades fazem parte de um processo natural de adaptação.
As atividades da Fórmula 1 em Suzuka prosseguem neste sábado com a sessão de classificação para o Grande Prêmio do Japão.
Com informações de Autoracing



