São Paulo, 11 de março de 2026 – Toto Wolff refutou as suspeitas de que a Mercedes forneça unidades de potência superiores à equipe oficial em relação às estruturas clientes da Fórmula 1. O chefe e CEO da escuderia alemã garantiu que o mesmo motor é entregue a McLaren, Williams e Alpine, apesar da diferença de desempenho observada na abertura da temporada em Melbourne.
Desempenho dominante em Melbourne
No Grande Prêmio da Austrália, a Mercedes ocupou a primeira fila do grid e converteu o domínio em vitória. As equipes abastecidas pelo mesmo propulsor, no entanto, não repetiram a eficiência da formação de fábrica, fato que levantou questionamentos sobre eventual disparidade de equipamento.
De acordo com análises pós-corrida, a escuderia de Brackley administrou de forma mais eficiente a distribuição e o uso da energia elétrica — que, sob o regulamento de 2026, responde por cerca de 50% da potência total. Essa gestão permitiu a George Russell manter competitividade tanto nas curvas quanto nas retas.
“Curva de aprendizado íngreme”
Wolff atribuiu o panorama às particularidades da nova geração híbrida. “Quando se lança um carro novo há muito a aprender sobre o regulamento”, afirmou. “Engenheiros ainda buscam a melhor forma de otimizar cada componente eletrônico em tempo real.”
O dirigente austríaco enfatizou que o suporte oferecido é igual para todos os parceiros. “Nosso objetivo é fornecer o melhor serviço possível a cada equipe”, declarou.
Opinião dos pilotos
George Russell endossou a explicação. O britânico recordou que, em temporadas anteriores, a McLaren chegou a superar a Mercedes usando a mesma unidade de potência. “O jogo funciona assim: cada equipe precisa extrair o máximo do pacote”, resumiu.
Largadas e comparação com a Ferrari
Questionado se a Mercedes pode equiparar as arrancadas da Ferrari no GP da China, Wolff disse não haver alterações específicas para a largada. Segundo ele, o desempenho inicial dos carros de Maranello pode estar ligado ao tamanho da turbina e à capacidade do turbo girar mesmo com a bateria incompleta.
No Albert Park, Charles Leclerc e Lewis Hamilton saíram com força, e o monegasco chegou a ultrapassar Russell na primeira volta. A Mercedes reassumiu a liderança após a Ferrari optar por não parar durante um período de Virtual Safety Car, estratégia que se mostrou equivocada.
Incidente evitado na primeira curva
Wolff elogiou a ausência de acidentes no conturbado início da prova e destacou a manobra de Franco Colapinto, que desviou do carro parado de Liam Lawson (RB) na largada.
A Mercedes deixou Melbourne com uma dobradinha, enquanto suas clientes trabalham para decifrar o “quebra-cabeça” do novo regulamento — tarefa que, segundo Wolff, determinará os próximos resultados.
Com informações de Autoracing



