Zak Brown, CEO da McLaren, defendeu o retorno do reabastecimento durante as corridas de Fórmula 1 como forma de ampliar opções estratégicas e reduzir o risco de punições técnicas após a bandeirada.
O dirigente argumenta que, desde a proibição do procedimento ao fim da temporada 2009 por motivos de segurança, os carros largam com tanque cheio, o que eleva o peso inicial e estreita a margem para cumprir o limite mínimo ao fim da prova. “Se o reabastecimento voltasse, os pit stops ficariam mais interessantes e o peso teria papel decisivo na estratégia”, disse Brown em entrevista à rádio britânica talkSPORT.
Desclassificações recentes impulsionam debate
A proposta ganhou força após uma série de exclusões de resultados por irregularidades técnicas. Em 2025, quatro pilotos foram desclassificados por desgaste excessivo do assoalho, entre eles Lando Norris e Oscar Piastri, da própria McLaren, no Grande Prêmio de Las Vegas. Casos anteriores, como o de Sebastian Vettel no GP da Hungria de 2021, quando o alemão perdeu o pódio por não fornecer o litro mínimo de combustível exigido pela FIA, reforçam o argumento do executivo.
Na visão de Brown, reabastecer permitiria que as equipes escolhessem entre largar mais pesadas e permanecer mais tempo na pista ou sair mais leves para ganhar posições, abastecendo em um segundo momento. “Isso acrescentaria várias camadas de decisão em tempo real, hoje concentradas quase apenas no gerenciamento de pneus”, afirmou.
Embora a proposta ainda não esteja formalmente na pauta das discussões sobre o próximo regulamento técnico, Brown considera que o retorno do reabastecimento tornaria as corridas mais dinâmicas e reduziria a probabilidade de punições por peso ou combustível insuficiente.
Com informações de F1Mania.net



