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16 de outubro: as duas viradas que redefiniram a IndyCar, segundo Paul Pfanner

16 de outubro de 2005 – Fontana (EUA)

No antigo California Speedway, a Honda confirmou que permaneceria como fornecedora de motores da IndyCar Series para 2006, decisão considerada decisiva para a sobrevivência da categoria e para a própria disputa das 500 Milhas de Indianápolis. Na época, Chevrolet e Toyota já anunciavam a saída, o que deixaria o campeonato sem fabricantes.

O anúncio, conduzido pelo então presidente da Honda Performance Development (HPD), Robert Clarke, contrariou a expectativa de que a marca migraria para a Champ Car World Series, seu antigo território na era CART. Para suportar sozinha o grid – incluindo o clássico campo de 33 carros em Indianápolis – a HPD firmou uma parceria técnica estratégica com a britânica Ilmor Engineering, responsável pelos motores Chevrolet.

Segundo o relato do jornalista e fundador da revista RACER, Paul Pfanner, que estava na sala de imprensa naquele dia, a decisão encerrou um período crítico. A Champ Car cogitava contar com Honda para se juntar à Ford Cosworth, enquanto a IndyCar corria o risco de ficar sem unidades motrizes.

2011: outra data marcante

Exatamente seis anos depois, em 16 de outubro de 2011, Pfanner se encontrava no oval de Las Vegas para a etapa final da IndyCar. Na 11.ª volta, um acidente envolvendo 15 carros tirou a vida do bicampeão das 500 Milhas, Dan Wheldon. O incidente chocou o paddock e marcou profundamente o jornalista, que assistiu à colisão da área interna da curva 1.

Nos meses seguintes, Pfanner voltou ao comando da RACER, revista que havia vendido à britânica Haymarket em 2001. Em março de 2012, ele recomprou a publicação ao lado dos antigos parceiros Rob e Chris Dyson, dando início ao que chama de “RACER 3.0”.

Legado de Robert Clarke

Robert Clarke, apontado por Pfanner como peça-chave para salvar a IndyCar em 2005, morreu em 20 de setembro de 2025, aos 75 anos, em decorrência de problemas de saúde. Na visão do jornalista, o executivo demonstrou visão estratégica ao priorizar a continuidade da categoria mesmo sem um concorrente direto na pista, rompendo o próprio princípio da Honda de sempre enfrentar outra marca.

Clarke ainda atuou na American Le Mans Series, na SCCA Pro Racing e manteve vínculos próximos com Pfanner e com Ken Ungar, então responsável pelos assuntos comerciais da IndyCar, reforçando a conexão que ajudou a manter a principal prova do automobilismo norte-americano em evidência.

Para Pfanner, os dois 16 de outubro sintetizam momentos extremos vividos pela IndyCar: a preservação em 2005, graças ao compromisso da Honda, e a comoção em 2011, com a perda de Wheldon. Ambos os episódios, ressalta ele, influenciaram diretamente os rumos da categoria e de sua própria trajetória profissional.

Com informações de Racer

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