Indianápolis (EUA), 31 de dezembro de 2025 – A venda de 33% da Penske Entertainment para a Fox Corporation, oficializada no fim de julho, foi apontada por especialistas como a movimentação mais impactante da IndyCar em 2025. O acordo torna a emissora co-proprietária da categoria, da Indy NXT e do autódromo de Indianápolis.
Responsável pela transmissão completa do campeonato a partir de 2025, a Fox passa a ter interesse direto no crescimento da audiência. O CEO da Fox Sports, Eric Shanks – fã declarado da categoria – firmou contrato que garante todas as provas em TV aberta, compromisso inédito para a IndyCar.
Antes do acerto, corridas costumavam ser relegadas a horários de menor visibilidade pelos antigos parceiros de TV, travando o avanço de popularidade. Com a nova estrutura societária, a emissora planeja ajustar datas, horários e até criar etapas adicionais para buscar mais de 1 milhão de espectadores por prova.
Charters para Chevrolet e Honda
Outro ponto debatido foi a possibilidade de conceder “charters” a Chevrolet e Honda. Segundo relatos de uma reunião com proprietários antes do Natal, a Penske Entertainment apresentou proposta que dá às montadoras um título de participação semelhante ao adotado por 10 equipes e 25 carros desde o início da temporada 2025.
Diferentemente do acordo com a Fox, as montadoras não comprariam fatias da empresa, mas receberiam um ativo negociável, podendo revendê-lo à própria Penske Entertainment quando deixarem o campeonato. Cada fabricante também poderia usar o charter para inscrever um programa de fábrica de um carro, condição ainda em discussão.
A medida surge enquanto Chevrolet e Honda finalizam extensões contratuais além de 2026, fornecem os motores atuais em 2027 e se preparam para a nova geração 2,4 l V6 biturbo em 2028. A iniciativa cria incentivo financeiro inédito para que as marcas ampliem presença de marketing e permaneçam na categoria.
Embora a série considere reduzir o grid completo dos atuais 27 carros nos próximos anos, a chegada de eventuais projetos de fábrica e o reforço da exposição televisiva podem contrabalançar a diminuição prevista.
Com a temporada 2026 marcada para começar em 1º de março, dirigentes, equipes e parceiros avaliam que as mudanças societárias e comerciais precisarão traduzir‐se em resultados concretos de audiência e receita já no curto prazo.
Com informações de RACER



