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IndyCar confirma chassi IR28 para 2028 com foco em segurança, leveza e visual aprimorado

A IndyCar definiu em outubro os principais parâmetros do novo chassi que estreará em 2028. Batizado IR28 – retomando a nomenclatura “IR” usada antes do DW12 –, o projeto foi desenvolvido em parceria com a Dallara e mira maior segurança, menor peso e estilo mais agressivo, sem revolucionar a base técnica da categoria.

Quem coordena o programa

O trabalho é supervisionado por um comitê de quatro executivos da Penske Entertainment / IndyCar: Mark Miles (CEO), Rich Shearing (COO da Penske Automotive), Doug Boles (presidente do Indianápolis Motor Speedway) e Mark Sibla (vice-presidente sênior de competição). Roger Penske, proprietário da série, participa diretamente das decisões finais.

Equipe de design

O desenvolvimento envolve diversos nomes da Dallara, liderados por Aldo Costa (diretor técnico), Antonio Montenari (gerente de programa), Dialma Zinelli (aerodinâmica) e Andrea Guerri (estilo). O ex-engenheiro da IndyCar Tino Belli foi chamado para revisar segurança, “raceability” e aparência, recebendo apoio do consultor de design Chris Beatty após feedback inicial negativo de alguns chefes de equipe.

Novo, mas familiar

Segundo Sibla, o IR28 é um chassi totalmente novo, embora poucos itens – como cubos, montantes e algumas peças de suspensão já em uso – sejam reaproveitados. Dimensões externas permanecem próximas às do DW12: comprimento entre 117,5 e 121,5 polegadas de entre-eixos, aproximadamente 200 pol de ponta a ponta e 76,5 pol de largura.

Célula de sobrevivência maior

O monocoque ganhou dois centímetros extras para acomodar pilotos mais altos, após testes com Graham Rahal e outros. Controles mecânicos internos, como as alavancas de regulagem da barra estabilizadora, tendem a migrar para acionamento elétrico no volante.

Aeroscreen integrado – versão 3.0

A proteção frontal desenvolvida com a Red Bull Technologies será totalmente moldada ao chassi, parecendo mais baixa e larga. O conjunto halo + visor passa por alívio de peso graças a novos processos de fabricação, inclusive impressão 3D, e deve perder “alguns quilos” concentrados na parte alta do carro, ajudando no centro de gravidade.

Aerodinâmica e performance

O nível máximo de downforce seguirá próximo dos 4 700 lb atuais, bem abaixo dos picos registrados no kit de fabricantes (2015-17). A engenharia focou em reduzir arrasto e melhorar o comportamento do quinto carro em fila, visando ultrapassagens, especialmente nas 500 Milhas de Indianápolis. O pacote específico da Indy 500 para o DW12 ficará congelado em 2026 e 2027.

Mais potência híbrida

O sistema híbrido permanece com supercapacitores empilhados sobre o motor-gerador dentro do berço da embreagem, mas o espaço foi ampliado para receber mais células e fornecer impulsos mais longos e fortes.

Metas de peso

Com 1 785 lb atualmente (sem piloto e combustível), o DW12 ganhou 220 lb desde 2012. A meta é baixar 80-100 lb, chegando a 1 685-1 705 lb no IR28. A maior fatia virá do novo câmbio Xtrac P1439, cerca de 20-25 lb mais leve que o atual. Tubo, carroceria, suspensão e aeroscreen complementam o corte.

Transmissão de seis marchas

A nova caixa Xtrac mantém seis velocidades para conter custos e garantir robustez diante do torque extra do híbrido. Equipes foram avisadas com antecedência para administrar estoques do modelo P1389 até 2027.

Suspensão e amortecedores

Na dianteira, o layout continua duplo A-arm com pushrod. Mudanças pontuais estão em estudo para a traseira. A IndyCar avalia limitar as variações internas dos amortecedores – incluindo possível veto a inerters – a fim de reduzir gastos milionários em desenvolvimento.

Sistema de freios

A Performance Friction Corporation trabalha em um novo caliper traseiro menor para 2026, aproveitando a frenagem regenerativa do híbrido. Para 2028, estuda-se adoção de pinças traseiras de quatro pistões.

Rodas de alumínio a partir de 2027

A fornecedora BBS deve substituir as atuais rodas de magnésio por peças forjadas de alumínio, mantendo diâmetro e largura, removendo a “aeroflange” por segurança e prometendo vida útil de sete anos.

Eletrônica e volante

Cockpit deve concentrar ajustes de barra estabilizadora e distribuição de freio no volante. Cosworth, McLaren e outros parceiros seguem cotados para sistemas de dados, ECU e distribuição de energia.

Orçamento

Cada chassi completo deverá custar entre US$ 800 mil e US$ 1 milhão, faixa semelhante à do DW12, informou a IndyCar aos proprietários.

Com apresentação pública dos primeiros renders prevista para o início de 2026, o IR28 começa a tomar forma como o próximo passo tecnológico da categoria, equilibrando aumento de performance, contenção de custos e reforço de segurança.

Com informações de RACER

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