HomeFórmula IndyIndyCar avalia terceira via para produção de motores na temporada 2028

IndyCar avalia terceira via para produção de motores na temporada 2028

A IndyCar estuda ampliar as opções de construção dos motores que estrearão em 2028 com o novo regulamento de 2,4 litros V6 biturbo. Além dos modelos já conhecidos — produção interna pelo próprio fabricante ou terceirização para empresas especializadas —, a categoria apresentou uma proposta que permitiria a fabricantes estreantes utilizar o mesmo conjunto mecânico desenvolvido por Honda ou Chevrolet, porém com outra identificação de marca.

Três modelos de fornecimento

Hoje, as montadoras têm duas alternativas tradicionais. A produção interna é o caminho adotado pela Honda, que fabrica e presta suporte aos propulsores por meio da Honda Racing Corporation US (HRC US). Já a terceirização é o método escolhido pela Chevrolet, que delega o projeto e a assistência em pista à Ilmor Engineering.

A terceira via, descrita por Mark Sibla, vice-presidente sênior de competição e operações da IndyCar, propõe que uma nova montadora firme acordo com Honda ou Chevrolet para receber o motor completo — ou parte dele — com rebatização. Na prática, o V6 de 2,4 litros da Honda poderia ganhar o emblema de outra montadora, como Dodge, ou o propulsor da Chevrolet poderia ser oferecido a marcas como Nissan.

Redução de custos e atração de novos parceiros

Honda e Chevrolet defendem há quase uma década a entrada de um terceiro fabricante para dividir a responsabilidade de abastecer 27 carros em tempo integral, além dos 33 ou mais alinhados nas 500 Milhas de Indianápolis. Segundo Sibla, a possibilidade de “alugar” os motores existentes reduziria o investimento anual dos atuais fornecedores e, ao mesmo tempo, criaria uma porta de entrada mais rápida e econômica para novos participantes.

“Quando conversamos com montadoras interessadas, apresentamos essas três opções e os colocamos em contato para que avaliem a melhor solução”, afirmou o dirigente. A IndyCar solicitou a Honda e à Chevrolet propostas detalhadas sobre como funcionaria o compartilhamento de motores, incluindo custos e logística de suporte em pista.

Tamanho importa

Fãs costumam questionar se a IndyCar poderia adotar o regulamento de motores da classe GTP do IMSA, que permite configurações variadas de V6 a V12. Sibla explicou que a maioria desses motores é maior e mais pesada, inviável para o chassi leve e compacto da IndyCar. Alterações na distância entre-eixos, na carroceria e na aerodinâmica seriam necessárias, comprometendo desempenho e equilíbrio.

Espaço para alternativas

A categoria admite analisar propostas fora do escopo de 2,4 litros V6, desde que respeitem limites de peso e dimensões do compartimento do motor. Contudo, de acordo com Sibla, a maior parte das montadoras consultadas aprova a configuração atual por alinhamento com suas linhas de produção e estratégias de marketing.

Com a temporada 2026 marcando 14 anos de exclusividade de Honda e Chevrolet na IndyCar, a decisão sobre o formato de fornecimento para 2028 é vista como oportunidade crucial para ampliar o número de participantes e assegurar sustentabilidade financeira aos programas de fábrica.

Com informações de RACER

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