Indianápolis (EUA), 24 de dezembro de 2025 – O adiamento para 2028 do novo pacote de chassi e motor da IndyCar criou um problema imediato: quem abastecerá o grid em 2027. Os atuais propulsores V6 2,2 L biturbo, fornecidos por Chevrolet e Honda desde 2012, têm contrato apenas até o fim da temporada 2026, e nenhuma das montadoras confirmou extensão por mais um ano.
A categoria tenta convencer ambas a permanecerem, mantendo os 2,2 L em 2027 e introduzindo os novos V6 2,4 L biturbo com sistemas de recuperação de energia no ano seguinte. Enquanto aguarda uma decisão, a direção já trabalha em cenários alternativos.
Planos em estudo
Segundo Mark Sibla, vice-presidente sênior de competição e operações, o campeonato mapeia desde a continuidade das duas marcas até planos de contingência caso apenas uma – ou nenhuma – siga adiante.
• Apenas um fornecedor: a montadora que ficar teria de equipar os 25 a 27 carros de tempo integral e mais de 33 inscritos nas 500 Milhas de Indianápolis. A última vez que isso ocorreu foi entre 2006 e 2011, quando a Honda assumiu o fornecimento exclusivo após as saídas de Chevrolet e Toyota.
• Saída dupla: se ambas encerrarem o programa, a IndyCar cogita contratos de “aluguel” com Ilmor Engineering – responsável pelos motores Chevrolet – ou com a Honda Racing Corporation US. A Ilmor desponta como opção mais rápida por ter Roger Penske, coproprietário da IndyCar, entre seus fundadores.
• Badges alternados: outra possibilidade é contratar Ilmor ou HRC para produzir os motores e atrair novas marcas apenas para estampar os propulsores, inclusive dividindo esse direito entre dois patrocinadores.
Impacto financeiro
Em 2025, o leasing de motores custa US$ 1,45 milhão por carro e cobre quatro unidades para toda a temporada, valor subsidiado por Chevrolet e Honda. Caso sobre apenas um fornecedor, o teto pode mudar, pois a montadora deixaria de dividir os prejuízos atuais.
Prazos apertados
Os interessados em entrar na nova fórmula precisam iniciar o desenvolvimento já, pois a Dallara entregará protótipos de chassi aos fabricantes no próximo verão norte-americano. Sibla afirma que o regulamento foi desenhado para atrair os atuais parceiros e, ao mesmo tempo, facilitar a entrada de novos concorrentes.
Com informações de RACER



