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IndyCar confirma novo motor 2,4 L biturbo híbrido para 2028 e detalha estratégia de custos

Indianápolis (EUA), 19 de dezembro de 2025 – A IndyCar definiu os principais pontos da nova regra de motores que entrará em vigor em 2028. O futuro propulsor será um V6 biturbo de 2,4 litros, trabalhará em conjunto com um sistema de recuperação de energia (ERS) e terá como meta entregar até 900 hp – 800 hp provenientes do motor a combustão e cerca de 100 hp do bloco híbrido.

Principais características técnicas

O projeto mantém a arquitetura adotada desde 2012:

  • Injeção direta de alta pressão;
  • Rotação máxima de 12 000 rpm;
  • Dois turbocompressores maiores, agora obrigatórios, comandados por wastegates eletrônicas;
  • Possibilidade de aumento do limite de pressão de turbo de 1,5 bar (21,76 psi) para 1,6 bar (23,2 psi) em circuitos mistos e ovais curtos.

Apesar do acréscimo de cilindrada em relação ao atual 2,2 L, o desenho geral muda pouco, preservando dimensões externas e pontos de fixação. A configuração permitirá que a potência total avance para um patamar que pode chegar a 950 hp na década de 2030.

Evolução, não revolução

A liga escolheu aprimorar o conceito existente em vez de adotar um motor totalmente novo. O objetivo é reduzir o estresse mecânico observado nos 2,2 L, ampliar a confiabilidade e, ao mesmo tempo, conter despesas em desenvolvimento. A fórmula de 2,4 L faz parte de um pacote que englobará também um novo chassi da Dallara, previsto para o mesmo ano.

Corte de gastos e atração de montadoras

Hoje, Chevrolet e Honda sustentam sozinhas a oferta de motores para um grid de 27 carros. A organização admite que o retorno sobre investimento oferecido pela categoria não comporta programas “exóticos” como nos anos 1990. Para 2028, a série pretende:

  • Limitar a liberdade de desenvolvimento por meio de tabelas de homologação anuais – cabeçotes, por exemplo, só poderão ser atualizados em ciclos mais longos;
  • Avaliar o uso de algumas peças comuns entre todas as marcas para simplificar instalação e logística;
  • Implantar sensores de torque nos eixos a fim de monitorar desempenho em tempo real e, se necessário, aplicar pequenos ajustes de pressão de turbo. A medida funciona como um Balance of Performance focado em evitar corridas de gastos, não em alterar resultados etapa a etapa.

Longo caminho até 2028

A ideia do 2,4 L foi anunciada em 2018 com estreia prevista para 2021. Vários adiamentos ligados à introdução do sistema híbrido empurraram o lançamento para 2023, depois 2024 e, finalmente, 2028. Chevrolet e Honda chegaram a construir protótipos do novo motor e realizaram testes públicos em 2022, mas redirecionaram recursos para concluir o hardware híbrido da categoria, que estreou em 2024 ainda acoplado aos veteranos 2,2 L.

Com o calendário agora alinhado ao novo chassi, a IndyCar pretende encerrar todos os ajustes de regulamento até o fim de 2025, permitindo que as fabricantes iniciem a construção das unidades definitivas a partir de 2026.

Próximos passos

Até o fim deste ano, a categoria definirá se haverá componentes padronizados e finalizará a tabela de homologação. A produção dos primeiros motores completos deve começar em 2026, seguida por testes de pista em 2027. A estreia oficial ocorrerá na temporada 2028.

Com a combinação de maior potência, menor desgaste mecânico e um modelo financeiro mais enxuto, a IndyCar espera seduzir novas montadoras e ampliar o duopólio existente a partir de 2028.

Com informações de RACER

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