A IndyCar trabalha na segunda geração do conjunto híbrido que equipará o futuro chassi IR28 a partir da temporada 2028. O objetivo é dobrar a carga de energia disponível para os pilotos e ampliar a potência de pico do sistema de recuperação de energia (ERS) para até 120 hp, informou Mark Sibla, vice-presidente sênior de competição e operações da categoria.
O que muda
• Armazenamento de energia: a série abriu pedido de propostas a fornecedores para substituir os atuais supercapacitores de 60 volts. A meta é oferecer cerca de 10 segundos de uso contínuo por acionamento, o dobro do padrão vigente desde julho de 2024.
• Peso e tamanho: as duas empresas que lideram o processo sugerem soluções menores e mais leves, mantendo a instalação no bellhousing – espaço logo atrás do motor onde também fica a unidade geradora de motor (MGU).
• Potência: a MGU produz hoje cerca de 60 hp por questões de confiabilidade, mas seus componentes podem chegar a 100-150 hp. Com um novo módulo de armazenamento, a IndyCar pretende liberar mais de 100 hp de forma sustentável.
Fim do “Push to Pass”?
A direção da categoria avalia se o ERS substituirá o sistema de sobrepressão do turbo, disponível apenas em circuitos mistos e de rua. “Precisamos decidir o melhor equilíbrio entre potência e duração”, disse Sibla. A definição influenciará o tempo de acionamento e a relação entre motor a combustão e impulsão elétrica.
Calendário de testes
A IndyCar quer ter protótipos do novo ERS prontos até o fim da primavera de 2027, a tempo de integrar o pacote nos primeiros ensaios do chassi IR28. Esses testes servirão para ajustar distribuição de peso, desempenho e confiabilidade antes da homologação final.
O sistema híbrido iniciou sua trajetória na IndyCar em 2024, adaptado ao chassi Dallara DW12 projetado originalmente sem eletrificação. Para 2028, a categoria pretende consolidar o ganho de desempenho com componentes desenvolvidos especificamente para o novo carro.
Com informações de RACER



