Indianápolis (EUA) – O ex-presidente da IndyCar, Jay Frye, contratado em abril de 2025 para comandar a Rahal Letterman Lanigan Racing (RLL), avança no plano de reestruturação da equipe e garantiu a chegada de Mick Schumacher para a temporada 2026.
Demissão repentina e novo destino
Frye perdeu o cargo de presidente da IndyCar no início de fevereiro de 2025, após dez anos à frente da categoria. Sem explicações oficiais para a demissão, o dirigente recebeu convite de Bobby Rahal, David Letterman e Mike Lanigan e assumiu o posto de diretor-executivo da RLL um mês depois do início do campeonato.
Equipe em declínio
A RLL vinha de resultados aquém do esperado desde 2023. Em 2024, perdeu seu principal talento, Christian Lundgaard, para a Arrow McLaren. Já na temporada 2025, Graham Rahal terminou o campeonato em 19º, o novato Louis Foster ficou em 23º e Devlin DeFrancesco, em 26º lugar no grid de 27 carros.
Filosofia “MSH/GSD”
Conhecido pelo lema “Make S*** Happen, Get S*** Done” (fazer acontecer e concluir), Frye iniciou uma mudança cultural, combatendo apatia interna e revendo processos técnicos e comerciais. Um dos focos foi o terceiro carro da equipe, que até então dependia de pilotos pagantes. O dirigente decidiu buscar patrocínio direto para poder escolher o piloto de maior rendimento esportivo.
Do teste ao contrato com Schumacher
Em setembro, o ex-piloto da RLL no IMSA Dirk Müller procurou Frye para avaliar o interesse em Mick Schumacher, 26 anos, ex-Fórmula 1. Uma semana depois, Frye já havia assegurado orçamento para um teste. A avaliação ocorreu em meados de outubro, no circuito misto de Indianápolis, onde o alemão apresentou ritmo competitivo e feedback técnico elogiado pela equipe.
O desempenho e a repercussão comercial do teste aceleraram as negociações, culminando na assinatura de contrato no fim de novembro. Schumacher guiará o Honda nº 47 em 2026 e deverá trabalhar com o chefe de mecânicos Heath Kosik, que retornou ao time após passagens por Chip Ganassi Racing e Arrow McLaren.
Reforços técnicos
Frye ampliou o pacote de contratações: Brian Barnhart, também ex-presidente da IndyCar, entrou como vice-presidente sênior de Operações; o engenheiro campeão Gavin Ward, ex-Arrow McLaren, assumiu posto de engenharia; e Kyle Sagan voltou ao comando dos pit stops.
Objetivos para 2026
Com Schumacher, Rahal e o segundo-anista Foster, a RLL pretende deixar a parte final do pelotão, retornar ao meio da tabela e, na sequência, voltar a figurar regularmente entre os dez primeiros. “Jay faz acontecer; a energia dentro da equipe é outra”, destacou Bobby Rahal.
O progresso na oficina, nas contratações e no interesse comercial, dizem os proprietários, confirma o compromisso da RLL de voltar a disputar vitórias e títulos na IndyCar.
Com informações de RACER



