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Binotto detalha pontos críticos do Audi R26 e admite atraso de até um segundo por volta

Mattia Binotto, diretor da operação de Fórmula 1 da Audi, reconheceu nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, que o R26 apresenta limitações severas, sobretudo na unidade de potência. O dirigente descreveu o início do projeto como “um desafio previsto”, mas enfatizou que o motor responde pela maior parte do atraso em relação às equipes de ponta.

Déficit no motor concentra preocupação

Segundo Binotto, o novo programa de propulsor, concebido já sob o regulamento que vigorará até 2030, ainda não atinge os níveis de desempenho esperados.

“O maior ganho possível está na unidade de potência; a maior parte da nossa desvantagem vem daí”, declarou ao site oficial da F1. O italiano reiterou que a Audi estava ciente da complexidade de desenvolver um motor competitivo do zero, motivo pelo qual estipulou 2030 como marco para alcançar os objetivos de performance.

Eficiência e dirigibilidade também preocupam

Binotto explicou que as dificuldades não se limitam à potência. Fatores como eficiência energética, entrega de energia e dirigibilidade influenciam diretamente o rendimento em pista. As trocas de marcha, descreveu, ocorrem de maneira agressiva, gerando instabilidade em frenagens e acelerações — indício de possíveis relações de câmbio inadequadas. A soma desses fatores, calcula o chefe de equipe, pode custar até um segundo por volta.

Pausa de cinco semanas vira chance de ajuste

O cancelamento de provas no início do campeonato abriu uma janela de aproximadamente cinco semanas sem corridas, intervalo considerado estratégico por Binotto. O dirigente afirmou que, desde os testes de inverno, a equipe vinha operando em modo “reativo”, dedicada a apagar incêndios. O período sem eventos, disse, permitirá reorganizar prioridades e avançar no desenvolvimento em vez de apenas corrigir falhas imediatas.

Chassi recebe elogios, mas meta continua a longo prazo

Apesar das deficiências no trem de força, o responsável pela Audi elogiou o trabalho feito no chassi do R26. Ainda assim, reforçou que resultados de curto prazo não serão usados como medida principal de sucesso. O foco permanece em ganhos graduais até o fim da década, quando a montadora espera estar plenamente competitiva na categoria.

Com informações de Autoracing

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