Valtteri Bottas afirmou que o ano de 2025 longe do grid principal da Fórmula 1, mas atuando como piloto reserva da Mercedes, foi marcado por dificuldades incomuns para quem já esteve em atividade plena na categoria. O finlandês, de 36 anos, ficou sem vaga titular após deixar a Sauber no fim de 2024 e passou a dar suporte a George Russell e ao estreante Kimi Antonelli.
“Não é um papel fácil, sobretudo quando você ainda quer competir como titular e precisa assistir aos outros na pista”, declarou Bottas em conversa com jornalistas.
O ex-titular comparou sua experiência à de Zhou Guanyu, que no ano anterior havia relatado o impacto mental de ser reserva da Ferrari. Bottas concordou com o ex-companheiro de equipe, mas avaliou que continuar dentro do ambiente da F1 trouxe vantagens. “Permanecer envolvido com uma equipe forte e com um bom programa ao longo do ano foi, no fim, a decisão certa”, comentou.
Além da questão psicológica, o finlandês destacou que a necessidade de estar pronto para substituir um dos titulares em qualquer momento o ajudou a manter a forma física. “Eu precisava continuar treinando para entrar no carro se fosse chamado, então praticamente não houve um período de recuperação grande entre as temporadas”, afirmou.
Para cumprir essa exigência, Bottas disse ter dado maior ênfase ao trabalho de academia, reduzindo ligeiramente as sessões de ciclismo habituais. Ele acrescentou que os carros atuais “estão um pouco menos exigentes fisicamente” por conta do menor downforce, mas previu que a intensidade deve aumentar com a evolução dos monopostos ao longo do campeonato. “Os carros vão ficar mais rápidos e, consequentemente, a pilotagem voltará a ser mais dura”, concluiu o atual piloto da Cadillac.
Com informações de F1Mania



