A contratação de Michael Schumacher pela Ferrari, uma das mudanças de equipe mais emblemáticas da Fórmula 1, foi fechada em apenas um dia, segundo lembra Jean Todt, então chefe da escuderia italiana.
Negociação ocorreu em Monte Carlo
Todt revelou que, no início de 1995, encontrou-se em Monte Carlo com o piloto alemão, o empresário Willi Weber e o advogado da Ferrari, Henri Peter. Após horas de conversas, as partes assinaram o contrato naquela mesma data.
Contexto abre caminho para a mudança
Naquele momento, Schumacher já era campeão mundial pela Benetton e caminhava para conquistar o segundo título consecutivo. Ao mesmo tempo, a saída da Renault da categoria levaria Benetton e Williams a utilizarem motores fornecidos pela Mecachrome, cenário que impulsionou a Ferrari a agir rapidamente.
Reestruturação em Maranello
A Ferrari passava por um processo de reconstrução. De acordo com Todt, havia questionamentos internos sobre chassi, motor e, principalmente, pilotos. Para eliminar dúvidas, a equipe decidiu investir no nome mais forte do grid.
Garantias ao alemão: Brawn e Byrne
Para convencer Schumacher, Todt contatou simultaneamente Ross Brawn, para assumir a direção técnica, e Rory Byrne, para o cargo de projetista-chefe — profissionais que já trabalhavam com o alemão na Benetton. A confirmação de ambos foi determinante para o acordo.
Tentativa anterior com Senna
Antes de recorrer a Schumacher, a Ferrari tentou contratar Ayrton Senna para a temporada de 1995. O brasileiro desejava ingressar um ano antes, o que exigiria a liberação de Gerhard Berger ou Jean Alesi. O entendimento não avançou, e Senna acabou na Williams, equipe pela qual sofreu o acidente fatal em Ímola, em 1.º de maio de 1994.
Resultados iniciais
A parceria começou a render já em 1996, quando Schumacher venceu três provas, abrindo caminho para o ciclo de domínio que marcaria a Fórmula 1 nos anos seguintes.
Com informações de F1Mania.net



