Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, saiu em defesa do regulamento técnico adotado em 2026, rebatendo questionamentos sobre a suposta “artificialidade” do espetáculo. A declaração foi dada na quarta-feira, 15 de abril de 2026, em entrevista à revista britânica Autosport.
Críticas às corridas de 2026
Desde a abertura do campeonato, disputas na Austrália e no Japão evidenciaram dificuldades dos pilotos. As novas unidades de potência, que agora operam com divisão igual entre motor a combustão e sistemas elétricos, entregam até 350 kW de energia elétrica. Com isso, competidores precisaram recorrer ao lift and coast para economizar bateria durante voltas de classificação. O fenômeno do “super-clipping”, no qual o carro perde velocidade enquanto recarrega, também se tornou frequente, afetando trechos decisivos.
Alguns pilotos chegaram a comparar o estilo de pilotagem exigido a “Mario Kart”. A insatisfação levou F1, FIA e equipes a marcarem reuniões na pausa de abril para discutir soluções.
Resposta do CEO
Domenicali rejeitou a ideia de que as corridas tenham perdido naturalidade. “Ultrapassagem é ultrapassagem. Então, o que seria artificial?”, questionou o dirigente. Para ele, as manobras continuam ocorrendo de forma orgânica, mesmo com as novas exigências técnicas.
Paralelo histórico
O executivo lembrou que práticas semelhantes já faziam parte da categoria na década de 1980. Na era turbo, pilotos também precisavam administrar combustível e ajustar o ritmo em função de diferentes pressões de turbo, recorrendo ao lift and coast para completar as provas. Segundo Domenicali, o gerenciamento de recursos sempre foi elemento inerente à Fórmula 1.
Ao encerrar, o CEO reforçou que as críticas ignoram o contexto histórico da categoria e que a essência das corridas permanece intacta, apesar das mudanças técnicas.
Com informações de Autoracing



