O chefe da Racing Bulls, Alan Permane, declarou que a Fórmula 1 ainda tenta reagendar os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, suspensos em abril em função do conflito no Oriente Médio. Segundo o dirigente, a categoria acompanha diariamente a situação e avalia possibilidades logísticas e financeiras para recolocar pelo menos uma das etapas, possivelmente ainda em 2026, caso a região se estabilize.
“Estamos muito esperançosos de que exista a possibilidade de reagendar uma ou ambas as corridas mais tarde neste ano”, afirmou Permane. Ele ressaltou, porém, que qualquer decisão depende do fim das hostilidades. Caso a remarcação seja confirmada, o campeonato poderá ter um encerramento de temporada “muito movimentado”, nas palavras do britânico.
Prejuízo estimado em €100 milhões
O cancelamento dos dois eventos, considerados entre os mais lucrativos do calendário, pode reduzir em cerca de €100 milhões a receita global da Fórmula 1 em 2024. Como aproximadamente metade desse montante é distribuída entre as equipes, cada time corre risco de perder vários milhões de euros.
Permane lembrou que a ausência das provas traz vantagens pontuais — menores gastos com viagens, hospedagem e transporte de carga —, mas o saldo geral permanece negativo. “O cancelamento de dois GPs tem um impacto significativo nos orçamentos das equipes”, explicou.
Custo de combustível pressiona teto orçamentário
Além da perda de receita, o aumento do preço do combustível, também associado ao conflito, deve elevar as despesas de logística ao longo do ano. “Ainda não vimos números específicos, mas inevitavelmente os custos vão subir, inclusive no transporte aéreo”, disse o dirigente, observando que todas essas despesas contam para o limite orçamentário imposto pela Fórmula 1.
Enquanto aguarda uma definição sobre o Oriente Médio, a categoria estuda a possibilidade de transferir a etapa de Jeddah para dezembro, hipótese que aumentaria a complexidade logística no fechamento da temporada.
Com informações de F1Mania



