Stuttgart (20 de abril de 2026) – Willi Weber, ex-empresário de Michael Schumacher, manifestou surpresa e indignação após Jean Todt admitir que o piloto alemão provocou de forma intencional dois dos episódios mais polêmicos de sua carreira: a colisão em Jerez, em 1997, e a parada na Rascasse, em Mônaco, em 2006.
Admissão de Todt reacende debate
Em declaração recente, o ex-chefe da Ferrari reconheceu que ambas as manobras foram planejadas. A fala contrasta com a postura adotada pela equipe na época dos incidentes e reabre discussões entre torcedores e analistas da Fórmula 1.
Reação de Weber
“Estou sem palavras. Por que ele diria algo assim? E justamente agora, quando Michael vive uma situação tão delicada?”, questionou Weber ao jornal Kölner Express. Desde o acidente de esqui em dezembro de 2013, Schumacher permanece afastado da vida pública, o que torna qualquer nova menção ao seu passado esportivo motivo de grande repercussão.
Defesa do heptacampeão
Weber rebateu a ideia de comportamento antidesportivo por parte do ex-piloto. Sobre Jerez 1997, afirmou que a manobra “foi dura, mas necessária para proteger a posição e o título em disputa”. Ele comparou o episódio a outros confrontos históricos, citando as disputas entre Ayrton Senna e Alain Prost como exemplos de ações mais agressivas.
Polêmica em Mônaco
Quanto à classificação de Mônaco 2006, em que Schumacher parou o carro na Rascasse e desencadeou bandeira amarela, Weber disse ver apenas um erro de pilotagem: “Até onde vamos se nem mesmo um heptacampeão pode cometer erros?”
Relação rompida
O ex-empresário também revelou não manter contato com Todt desde o acidente do piloto. “Rompi porque isso só me faria lembrar do triste destino de Michael”, explicou. Segundo Weber, revisitar o tema após tantos anos parece uma tentativa de o ex-dirigente “se absolver” dos acontecimentos.
Ele concluiu dizendo que o assunto continua trazendo impacto emocional: “Novas lembranças surgem para mim e isso me entristece”.
Com informações de Autoracing



