Toto Wolff, chefe da Mercedes, cobrou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para que eventuais concessões de motor não alterem a hierarquia atual da Fórmula 1.
O dirigente manifestou a preocupação nesta terça-feira, 21 de abril de 2026, em meio à discussão sobre o sistema ADUO — mecanismo que concede horas extras de dinamômetro, maior flexibilidade orçamentária e autorização para introduzir novos propulsores a fabricantes com desempenho inferior.
Temor de vantagem indevida
Nos bastidores do paddock, cresce o rumor de que até a Ferrari poderia ser contemplada com as regras do ADUO, o que a aproximaria — ou até ultrapassaria — a Mercedes. “Todas as equipes conhecem as estimativas de performance umas das outras. Pelo que vejo, apenas uma fornecedora encontra-se realmente em dificuldade e precisa de ajuda”, afirmou Wolff, sem citar nomes, mas dando a entender que se refere à Honda.
“Eu ficaria surpreso e decepcionado se o ADUO tomasse decisões que interferissem na ordem competitiva atual”, acrescentou.
Decisão iminente
A FIA deve definir os primeiros beneficiados antes dos GPs de Mônaco ou Espanha. O prazo curto eleva a tensão entre as equipes, sobretudo em Brackley, sede da Mercedes. Wolff argumenta que o princípio do programa é permitir que quem está atrás alcance os líderes, mas não os supere:
“Qualquer decisão nesse sentido pode mudar o cenário de desempenho e a disputa pelo campeonato; por isso precisa ser tomada com precisão, clareza e transparência”, reforçou.
Ferrari vê oportunidade
Enquanto isso, Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, admite que o mecanismo pode ajudar Maranello a diminuir a diferença para a ponta. A possibilidade amplia a preocupação da Mercedes, que teme que o ADUO deixe de ser uma simples rede de segurança e passe a influenciar diretamente o topo do grid.
“Não há espaço para truques aqui”, concluiu Wolff.
Com informações de Autoracing



