O diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Nikolas Tombazis, afirmou que não há indícios de irregularidade na unidade de potência da Mercedes para 2026. A declaração foi feita nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026.
A partir de junho, a entidade passará a verificar a taxa de compressão dos motores tanto em alta temperatura quanto em temperatura ambiente. O objetivo é eliminar brechas técnicas que vinham sendo utilizadas por algumas equipes.
Segundo Tombazis, o tema ganhou mais destaque do que o necessário. “É um assunto que foi exagerado. Em nenhum momento acreditamos que alguém estivesse tentando trapacear”, disse ao jornal Corriere della Sera.
Medida preventiva da federação
A discussão surgiu depois que algumas escuderias buscaram otimizar a compressão do motor variando as condições de temperatura. Embora as soluções fossem legais, a FIA decidiu agir para evitar uma escalada tecnológica.
“No fim de fevereiro, tomamos decisões para impedir que todo o grid entrasse em uma corrida por materiais exóticos ou soluções extremas”, explicou o dirigente. De acordo com ele, em vez de proibir imediatamente, a federação prefere evitar que o assunto “se arraste por muito tempo”.
Mercedes dentro das regras
Tombazis reforçou que a Mercedes não ultrapassou o limite imposto pelo regulamento. Ele reconheceu que interpretações criativas fazem parte da Fórmula 1 moderna, mas ressaltou que isso não implica má-fé.
“Não aceito críticas de que alguém tentou trapacear, mesmo que certas soluções não fossem a intenção original das regras”, concluiu.
Com informações de Autoracing



