As primeiras alterações técnicas da Fórmula 1 entraram em vigor no GP de Miami, disputado neste sábado, 2 de maio de 2026, às 9h40. No entanto, pilotos e dirigentes afirmam que o impacto imediato no desempenho dos carros é limitado e direcionam o debate para a revisão completa do regulamento prevista para 2027.
Antonelli relata ganho de dirigibilidade, mas efeito discreto
Kimi Antonelli testou as novidades em simulador e relatou que o comportamento do carro mudou pouco em termos de desempenho. “No simulador praticamente não senti grande diferença para nós”, afirmou. O italiano apontou, porém, melhora na condução: “Existe menos superclipping; ficou mais divertido e mais fácil de pilotar”. Segundo ele, a resposta do software às entradas de acelerador e freio tornou-se menos sensível, reduzindo surpresas, embora ainda seja necessário cautela na aplicação de potência.
Antonelli também comentou que uma prática anteriormente considerada vantajosa perdeu relevância: “No fim da volta valia um ou dois centésimos, nada além disso”.
Equipes concentram esforços no pacote de 2027
Dentro do paddock, o foco já migra para o próximo ciclo de regras. Carlos Sainz acredita que as mudanças atuais poderão surtir efeito apenas em traçados mais exigentes em termos de recuperação de energia, mas considera o pacote “muito pequeno” para alterar o panorama até 2027. “Espero que o novo regulamento seja um passo adiante”, declarou.
Marko critica filosofia híbrida atual
Consultor da Red Bull, Helmut Marko foi contundente ao avaliar o cenário. “O regulamento merece uma chance, mas temo que ele não seja suficiente”, disse. O austríaco comparou a situação a “jogar futebol com uma bola quadrada” e afirmou que o objetivo das equipes é claro: aumentar a potência do motor a combustão e reduzir a dependência do sistema elétrico. Segundo ele, apenas 20% dessa meta foi atingida até agora.
Debate sobre motores V8 ganha força
A discussão sobre o tipo de unidade de potência domina as conversas. George Russell vê com bons olhos a volta dos V8, destacando o apelo sonoro e o trabalho com combustíveis sustentáveis. Para o britânico, a redução de peso dos carros é essencial para melhorar corridas e dirigibilidade. Ele recordou que, embora os monopostos do início dos anos 2000 fossem ideais para os pilotos, as provas tinham poucas ultrapassagens.
James Vowles, chefe de equipe, compartilha a preferência por motores mais simples. “Adoraria a volta dos V8. Sinto falta daquela época”, confessou.
Com a temporada recém-aberta sob as novas regras, a maioria dos protagonistas já direciona o planejamento para 2027, quando se espera um pacote técnico capaz de responder às principais críticas atuais.
Com informações de Autoracing



