A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou ajustes imediatos no Additional Development and Upgrade Opportunities (ADUO), mecanismo criado para equilibrar o desempenho das unidades de potência na Fórmula 1. As mudanças envolvem novas datas de avaliação e a ampliação das horas adicionais de desenvolvimento destinadas às fornecedoras de motores com maior déficit de performance.
Novas datas de verificação
Com o cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, o calendário foi reduzido para 22 corridas. Dessa forma, os pontos de avaliação do ADUO passaram de três momentos pré-definidos em 6, 12 e 18 etapas para o seguinte esquema:
• Após o GP do Canadá (5ª prova da temporada);
• Após o GP da Hungria (11ª prova);
• Após o GP da Cidade do México (18ª prova, mantida).
Mais horas de desenvolvimento
Além do novo cronograma, a FIA elevou o número de horas extras que cada fabricante pode utilizar no túnel de vento e em simulações computacionais, dependendo da desvantagem verificada em relação à referência de desempenho:
• Déficit entre 2% e 4%: 70 horas adicionais;
• Déficit entre 4% e 6%: 110 horas adicionais;
• Déficit entre 6% e 8%: 150 horas adicionais;
• Déficit entre 8% e 10%: 190 horas adicionais;
• Déficit superior a 10%: 230 horas adicionais (novo teto).
Honda pode ser beneficiada
A alteração pode favorecer especialmente a Honda. Após a transferência da parceria da Red Bull Racing para a Aston Martin sob o novo regulamento de motores, a montadora japonesa começou o campeonato atrás das principais rivais e surge como candidata a utilizar o pacote máximo de horas extras para recuperar terreno ao longo da temporada.
As novas regras entram em vigor imediatamente e permanecerão válidas até o fim do campeonato de 2024, primeiro ano sob o regulamento inédito de unidades de potência.
Com informações de F1Mania.net



