Miami (10 de maio de 2026) – Carlos Sainz reivindicou que a Fórmula 1 e a FIA encontrem rapidamente soluções para impedir a formação de um “trenzinho” de carros nas retas após a introdução das asas de aerodinâmica ativa previstas no regulamento de 2026.
Desde o início desta temporada, tanto a asa dianteira quanto a traseira podem ser abertas nas zonas pré-definidas de cada circuito, recurso disponível para todos os pilotos em todas as voltas. O sistema substituiu o antigo DRS, encerrado no fim de 2025, e foi concebido para compensar o maior arrasto causado pelo aumento de peso dos carros – principalmente pelas baterias mais robustas.
No entanto, segundo o espanhol da Williams, o comportamento observado no Grande Prêmio de Miami repetiu o cenário dos antigos “trens de DRS”, dificultando as ultrapassagens. “Precisamos achar uma solução quando o carro à frente também aciona o modo de reta, porque ultrapassar vira algo impossível”, declarou.
Sainz lembrou que a FIA já confirmou mudanças nos motores para 2027, reduzindo a dependência do sistema híbrido e ampliando a participação do motor a combustão. Para ele, o próximo passo deve ser melhorar as disputas na pista com as asas ativas.
Apesar das críticas, o piloto afirmou manter postura construtiva: “Na classificação ainda há muito a evoluir, mas quero ser produtivo e continuar insistindo que o atual formato não é bom o suficiente para a F1”.
O espanhol elogiou ainda a postura da entidade em Miami, ao ouvir preocupações dos pilotos sobre os pneus intermediários em condições de chuva e antecipar o horário da corrida. “Eles fizeram um trabalho brilhante, e agora parece que todos caminham na mesma direção”, concluiu.
Com informações de Autoracing



