O ex-chefe de equipe Guenther Steiner voltou a criticar a demora da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para concluir investigações após o Grande Prêmio de Miami, disputado no último domingo (10/05). Em participação no The Red Flag Podcast, o dirigente defendeu a criação de um limite de tempo para que os comissários definam punições na Fórmula 1.
Investigações prolongadas
Depois da prova nos Estados Unidos, várias análises permaneceram abertas por horas. Entre os casos estavam incidentes envolvendo Max Verstappen, George Russell e Charles Leclerc. Ao final, Verstappen recebeu cinco segundos de penalidade, sem alterar sua colocação, enquanto Leclerc cumpriu um drive-through convertido em 20 segundos acrescidos ao tempo final, caindo para a oitava posição.
A morosidade faz parte do novo procedimento adotado pela FIA em 2026, fruto de acordos com pilotos e equipes. Mesmo assim, Steiner entende que o processo precisa ser agilizado.
“Decisão tem de sair logo após a corrida”
“Precisamos definir isso depois da corrida, mas com um prazo. Se não souber, adivinha? Então não aplique a punição”, declarou. O italiano questionou o papel dos comissários durante as provas: “Eles não estão lá para assistir, e sim para julgar o que deu errado”.
Para Steiner, os oficiais deveriam focar apenas na análise dos lances em tempo real. “Parem de assistir e trabalhem na decisão. Avaliem, entendam o que aconteceu, decidam e sigam em frente”, afirmou.
Casos simples e confusão pós-corrida
O ex-dirigente citou a investigação sobre Verstappen, acusado de cruzar a linha branca, como exemplo de situação fácil de resolver. “Ou você ultrapassou a linha ou não, não é como um toque entre pilotos”, comparou.
Na visão dele, o resultado da análise não muda com o passar do tempo, mas o atraso aumenta a confusão. “Antes, depois ou em três dias, a imagem é exatamente a mesma”, disse. Steiner lembrou ainda que as equipes mantêm o direito de recorrer, mas reforçou que a decisão inicial precisa ser mais rápida.
Com informações de Autoracing



