Os principais dirigentes de equipes da Fórmula 1 afirmaram que os pilotos estão diretamente envolvidos nas discussões sobre o futuro regulamento técnico da categoria, mas ressaltaram que a última palavra continua sendo da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). A declaração foi feita na segunda-feira, 11 de maio de 2026, durante entrevista coletiva que reuniu James Vowles (Williams), Mattia Binotto (Audi) e Frédéric Vasseur (Ferrari).
Visão da Williams
Para Vowles, o engajamento dos pilotos decorre de uma preocupação genuína com o crescimento do esporte. “Eles não buscam apenas vantagens competitivas para a própria equipe, mas sim o melhor para a Fórmula 1”, afirmou o britânico, mencionando que seus pilotos — Alex Albon e Carlos Sainz — refletem essa postura nos encontros com a FIA.
Papel da FIA destacado pela Audi
Líder do projeto da Audi na categoria, Binotto frisou que a FIA continua responsável por redigir as regras. “Existe um órgão de governança e ninguém além dele escreve o regulamento”, explicou. Segundo o dirigente, o órgão consulta engenheiros, chefes de equipe e pilotos para definir o novo conjunto de normas que vigorará após o atual Pacto da Concórdia, válido até 2031.
Binotto negou que os pilotos tenham adquirido influência desproporcional. Ele afirmou que o processo participativo é semelhante ao das últimas temporadas, mas ganhou visibilidade por causa da magnitude das mudanças propostas para os carros.
Experiência de pista na Ferrari
Vasseur lembrou que o feedback dos pilotos sempre foi fundamental para aperfeiçoar o regulamento. “Desde o primeiro dia, eles fazem parte da conversa”, disse o francês, que elogiou a estrutura de governança capaz de aprovar ajustes até mesmo durante o campeonato. Ele citou como exemplo recente uma alteração unânime aprovada no meio da temporada, classificando o procedimento como “passo importante”.
Apesar do aumento na participação, os três chefes de equipe concordaram que a FIA continuará exercendo autoridade final sobre o texto das regras. O objetivo comum, reforçaram, é garantir que as mudanças mantenham a competitividade e a sustentabilidade da Fórmula 1 nos próximos anos.
Com informações de Autoracing



