Guenther Steiner, ex-chefe da Haas na Fórmula 1, afirmou que a Mercedes deveria encerrar imediatamente o acordo de fornecimento de unidades de potência à McLaren. Segundo o dirigente, manter a parceria representa o risco de fortalecer uma concorrente direta no grid.
Em participação no podcast “Red Flags”, Steiner declarou que, se estivesse no lugar de Toto Wolff, chefe da equipe alemã, escolheria cortar o fornecimento como forma de proteger os próprios interesses esportivos. “Se eu fosse o Toto, faria isso. É uma solução fácil para evitar ser derrotado”, afirmou.
Evolução da McLaren aumenta a pressão
A recomendação de Steiner surge em meio ao crescimento consistente da McLaren. Sob comando de Zak Brown (CEO) e Andrea Stella (chefe de equipe), o time de Woking iniciou recuperação em 2023, confirmou a evolução em 2024 com o título de construtores e conquistou o campeonato de pilotos de 2025 com Lando Norris. Os dois últimos campeonatos de construtores foram para a escuderia britânica, o que a transformou em ameaça crescente, sobretudo para a Mercedes.
Na temporada atual, a McLaren começou com dificuldades devido às novas regras técnicas, mas reagiu rápido: garantiu o segundo lugar em Suzuka com Oscar Piastri e apresentou desempenho forte no GP de Miami, resultados que chamaram a atenção de Steiner.
Regulamento permite limitar equipes clientes
O ex-dirigente lembrou que, pelo regulamento da Fórmula 1, cada fabricante é obrigado a atender no máximo duas equipes clientes, sem necessidade de ampliar a lista. “Você precisa fornecer motores, mas apenas para até duas outras equipes. Alpine e Williams, pronto”, disse Steiner, citando possíveis destinos para as unidades de potência da Mercedes caso o contrato com a McLaren fosse encerrado.
Apesar de defender a medida, Steiner reconheceu o perfil competitivo de Toto Wolff: “Toto é um esportista. Ele entrega a sua melhor peça para o maior adversário”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



