O ex-chefe da Haas, Guenther Steiner, afirmou que a Ferrari continua esbarrando em detalhes que a impedem de se firmar entre as principais forças da Fórmula 1. A declaração foi feita durante participação no podcast The Red Flags, logo após o GP de Miami, disputado no último fim de semana, em que a escuderia italiana apresentou desempenho abaixo do esperado mesmo após levar 11 atualizações para o SF-26.
Resultado aquém do pacote de melhorias
Na corrida norte-americana, Lewis Hamilton terminou apenas em sexto, enquanto Charles Leclerc cruzou a linha de chegada em oitavo. O monegasco chegou a liderar na primeira volta, mas perdeu rendimento, rodou na última passagem e recebeu 20 segundos de punição por exceder os limites de pista. Já Hamilton teve a prova comprometida por um toque com Franco Colapinto no início e acabou 53 segundos atrás do vencedor Kimi Antonelli.
“Falta aquele último detalhe”, diz Steiner
Para Steiner, a equipe segue repetindo falhas que a impedem de dar o passo decisivo: “Sempre tem alguma coisa. Falta aquele último detalhe. Eu gostaria que eles superassem essa barreira e permanecessem lá. Talvez, quando você ganha confiança, tudo comece a funcionar”, declarou.
O ex-dirigente também criticou o otimismo antecipado demonstrado pelo presidente da Ferrari, John Elkann: “Ele disse que a Ferrari tinha voltado e, uma corrida depois, o time está de novo no mesmo ponto. É preciso ter calma antes de fazer anúncios”.
Vários pequenos problemas, não um só
Segundo Steiner, o déficit não se resume a uma falha específica. “Não existe um grande problema, são várias pequenas coisas. Se fosse apenas um, seria mais fácil resolver”, explicou, apontando o desgaste dos pneus como um dos fatores: “Parece que eles sofrem mais conforme os pneus envelhecem, o que pode estar ligado à carga aerodinâmica”.
Mesmo elogiando a unidade de potência da Ferrari, Steiner observou que o ritmo cai ao longo das provas: “No começo eles conseguem lutar, mas, quanto mais a corrida avança, pior fica. A unidade de potência não deveria perder desempenho com a distância, então é difícil entender. Apesar disso, eles ainda estão muito próximos dos rivais”.
Após o resultado em Miami, Leclerc pediu investigação interna sobre a queda de rendimento, enquanto o ex-engenheiro da equipe Rob Smedley alertou para o risco de a Ferrari entrar em um ciclo negativo. A próxima etapa do Mundial de Fórmula 1 acontece em duas semanas, no circuito de Ímola.
Com informações de F1Mania.net



