A Ferrari saiu do Grande Prêmio de Miami de Fórmula 1 sob forte questionamento por ter apresentado desempenho inferior ao previsto, mesmo levando para os Estados Unidos o que foi considerado o maior conjunto de novidades técnicas entre todas as equipes.
Para o ex-piloto da IndyCar James Hinchcliffe, a escuderia de Maranello ignorou um princípio básico da engenharia ao instalar “onze ou doze” componentes inéditos de uma só vez no SF-26. “Essa é a regra número um da engenharia: mudar apenas um item por vez para saber o que melhora ou piora”, afirmou o canadense no podcast F1 Nation.
Expectativa alta, resultado baixo
Antes da etapa, a Ferrari acreditava que as atualizações poderiam reduzir a diferença para a Mercedes e até abrir chances de vitória. A realidade, porém, foi bem diferente:
- Lewis Hamilton teve a prova comprometida após toque com Franco Colapinto nas primeiras voltas e cruzou a linha de chegada em sexto.
- Charles Leclerc perdeu o terceiro lugar para Oscar Piastri, rodou na volta final e, após punição de 20 segundos, terminou apenas em oitavo.
Leclerc solicitou que a equipe investigasse a queda de rendimento ao longo da corrida, atribuindo parte do problema ao elevado desgaste dos pneus.
Tempo de pista limitado complicou análise
Hinchcliffe ressaltou que, em um fim de semana com formato Sprint — e, portanto, apenas uma sessão de treino livre —, a equipe tornou praticamente impossível avaliar cada novidade com precisão. “Você coloca diversas peças diferentes e isso dificulta o trabalho dos engenheiros e também dos pilotos, que não conseguem isolar o que ajuda ou atrapalha”, explicou.
Comparação com a McLaren
O ex-piloto ainda comparou a postura da Ferrari à estratégia mais cautelosa empregada pela McLaren, comandada por Andrea Stella, que optou por introduzir mudanças de forma graduada. O time britânico terminou o fim de semana com dobradinha na corrida Sprint e seus dois carros no pódio da prova principal, enquanto a Ferrari deixou Miami sem o resultado que esperava.
Sem possibilidade de testes privados durante a temporada, a equipe italiana terá de esperar a próxima etapa para compreender quais dos novos componentes realmente entregam ganhos de desempenho.
Com informações de F1Mania.net



