Christian Danner, ex-piloto de Fórmula 1, avalia que Lewis Hamilton chegou ao ponto máximo de desempenho possível em sua carreira. A declaração foi feita à AvD Motorsport Magazine na quinta-feira, 14 de maio de 2026, em apoio a comentários recentes de Ralf Schumacher, que vê Charles Leclerc em vantagem sobre o heptacampeão.
Leclerc segue à frente na Ferrari
Em seu segundo ano pela Ferrari, Hamilton demonstra maior adaptação em comparação ao início turbulento na equipe. Mesmo assim, o britânico permanece ligeiramente atrás de Leclerc na maior parte das sessões de pista.
No Grande Prêmio de Miami, por exemplo, o monegasco superou o companheiro em quase todas as atividades. A única exceção ocorreu na corrida, quando Leclerc caiu na classificação final devido a uma punição de 20 segundos aplicada após a bandeirada.
Idade e “flow” como fatores decisivos
Danner argumenta que a diferença de rendimento se deve, em parte, ao momento da carreira de Hamilton. “Chega um ponto em que você simplesmente não consegue mais acompanhar”, afirmou. Ele citou conversas com Gerhard Berger, que admitiu ter sentido perda desse “algo a mais” ao envelhecer, embora ainda fosse rápido o suficiente para vencer provas.
Segundo o alemão, pilotos experientes enfrentam maior dificuldade para alcançar o flow — estado mental em que ações no cockpit ocorrem de forma automática e intuitiva. “Todo mundo encontra seu limite. Para superá-lo, é preciso esse fluxo natural, que vai se tornando raro com o passar dos anos”, completou.
Comparação também com Fernando Alonso
O ex-piloto estendeu a análise a Fernando Alonso. Apesar do espanhol continuar competitivo na Aston Martin diante de Lance Stroll, Danner acredita que ele teria problemas semelhantes aos de Hamilton caso dividisse a garagem com Leclerc neste momento.
“Provavelmente veríamos algo muito parecido com o que acontece hoje com Lewis”, concluiu Danner, classificando a situação como um desenvolvimento normal para pilotos em reta final de carreira.
Com informações de Autoracing



