Oliver Bearman afirmou que a maior parte do grid da Fórmula 1 seria favorável ao retorno dos motores aspirados V8 ou V10 em um futuro regulamento. A declaração foi feita nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, durante conversa com jornalistas no paddock.
Atual ciclo híbrido
Desde 2014, a categoria utiliza unidades de potência V6 turbo híbridas. Em 2026, essas UPs passaram a contar com parcela elétrica maior e combustíveis 100% sustentáveis, mudanças alinhadas às metas ambientais da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Mesmo com o avanço tecnológico, Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, já indicou que a entidade estuda reintroduzir propulsores V8 no longo prazo, o que reacendeu o debate sobre som e identidade dos carros.
Elogios à tecnologia, mas saudade do ronco
Bearman elogiou o papel da F1 na evolução dos sistemas híbridos. “A categoria abriu caminho para os combustíveis sustentáveis, hoje já 100% limpos, o que é fantástico”, comentou o britânico, reconhecendo, porém, que os custos permanecem altos. “É caro, mas era preciso começar em algum momento.”
Segundo o piloto, o sentimento no grid é de que, se for possível empregar combustível sustentável em um motor convencional aspirado, a mudança teria apoio generalizado. “Se houver um jeito de usar esse combustível com um V8 ou V10, creio que todos nós votaríamos a favor”, disse.
Experiência limitada aos V6 híbridos
Bearman contou que jamais guiou um carro de F1 equipado com motores anteriores a 2014, mas revelou ter um teste marcado em breve com um modelo mais antigo. “Estou muito animado para pilotar um desses carros incríveis”, concluiu.
Com informações de Autoracing



