Zak Brown, CEO da McLaren, enviou uma carta formal ao presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, em 14 de maio de 2026, pedindo que o órgão regulador impeça qualquer proprietário de controlar mais de uma equipe na Fórmula 1.
No documento, o executivo cita diretamente o grupo Red Bull, responsável pela Red Bull Racing e pela Racing Bulls, e manifesta preocupação com a possível entrada da Mercedes como acionista parcial da Alpine. Segundo Brown, tais ligações colocam em risco “a integridade e a justiça” do campeonato.
Exemplos citados na carta
Para ilustrar o impacto competitivo, Brown mencionou dois episódios recentes:
- No Grande Prêmio de Cingapura de 2024, Daniel Ricciardo marcou a volta mais rápida pela Racing Bulls, retirando um ponto que seria decisivo para a McLaren e beneficiando Max Verstappen na disputa pelo título contra Lando Norris.
- No GP de Miami de 2026, Liam Lawson abriu caminho para Verstappen logo após ser jogado para fora da pista pelo holandês, sem que houvesse punição dos comissários.
Troca de funcionários sem quarentena
Brown também questiona a movimentação de profissionais entre as equipes ligadas à Red Bull, citando a recente transferência de Laurent Mekies para um cargo de chefia na Red Bull Racing sem período de afastamento.
Apelo por mudanças estruturais
O dirigente solicita que FIA e Liberty Media atuem para eliminar “qualquer forma de controle ou influência” múltipla e iniciem o processo de desfazer estruturas já existentes. Ele afirma que o atual limite de custos e a saúde financeira das 11 equipes criaram a era “mais competitiva” da categoria, mas que a paridade só será total com o fim das alianças cruzadas.
Não há prazo para a FIA responder à demanda. Enquanto a McLaren pressiona por mudanças, Red Bull, Racing Bulls e Mercedes tendem a defender seus atuais arranjos de propriedade.
Com informações de Autoracing



