Oliver Bearman afirmou que a experiência física na Fórmula 1 superou em muito o que havia vivido na Fórmula 2 durante sua participação de última hora no Grande Prêmio da Arábia Saudita de 2024. O britânico foi convocado para substituir Carlos Sainz, submetido a uma cirurgia de apendicite, e terminou a prova em sétimo lugar.
Em vídeo divulgado pela categoria, Bearman contou que o desgaste começou logo na primeira volta do terceiro treino livre. “Na minha primeira volta no TL3, eu já estava cerca de 12 segundos mais rápido do que a pole que fiz na F2 no dia anterior. No meu primeiro stint, meu pescoço já tinha acabado”, relatou, sentado ao lado de Esteban Ocon. “Então eu não estava muito animado para a corrida. E doeu.”
Ocon concordou, observando que nenhum treinamento anterior prepara totalmente um piloto para o esforço de um carro de F1. Bearman reforçou a diferença entre as categorias: “Na F2, para mim, era fácil fisicamente. O pescoço nem era um fator. Depois fiz uma corrida de F1 e meu pescoço virou tudo. Foi um salto absurdo.”
Aos 18 anos, o britânico tornou-se o piloto mais jovem a competir pela Ferrari. Na classificação, ficou a apenas 0s036 do Q3 e, na corrida, conseguiu manter Lando Norris e Lewis Hamilton atrás de si nas voltas finais.
O estreante também destacou o momento compartilhado com o pai na garagem da equipe italiana: “Eu não podia ficar estressado. Estava tentando apenas sobreviver com meu pescoço. Para ele, compartilhar aquilo comigo foi muito especial.”
Depois da atuação marcante em Jidá, Bearman garantiu um contrato de tempo integral com a Haas para a temporada 2025.
Com informações de F1Mania.net



