A Aston Martin chega a Montreal determinada a transformar os primeiros sinais de progresso em resultados concretos na oitava etapa da temporada 2024 da Fórmula 1. Depois de completar o Grande Prêmio de Miami com seus dois carros pela primeira vez no ano, a equipe busca ampliar a confiança de Fernando Alonso e Lance Stroll no circuito Gilles Villeneuve.
Segundo o engenheiro-chefe de pista da Honda, Shintaro Orihana, o foco principal no Canadá será aprimorar a dirigibilidade e o gerenciamento de energia do conjunto híbrido. “Em Miami confirmamos as melhorias na vibração da bateria e na confiabilidade geral da unidade de potência. Também aproveitamos para aprender mais sobre a gestão de energia dentro das novas regulamentações de 2026; esse trabalho continua em Montreal”, explicou.
Orihana destacou que permitir aos pilotos “carregar mais velocidade nas curvas” é essencial para tornar o carro mais competitivo. A meta é reduzir o déficit sem comprometer o teto orçamentário, aspecto ressaltado por Alonso após a etapa de Miami.
“A equipe me explicou que, se trouxermos um ou dois décimos por corrida, continuamos em P20 ou P19, porque o carro à frente está um segundo distante”, relatou o bicampeão espanhol. “Até que não tenhamos uma melhora de 1,5 s ou 2 s, é melhor não apertar o botão na produção, para não desperdiçar dinheiro.”
A Aston Martin também pode se beneficiar do regulamento de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO). Caso a Honda esteja mais de 2% atrás das rivais em desempenho, a fabricante terá direito a pelo menos 70 horas extras de desenvolvimento. A primeira verificação desse critério ocorre justamente após o GP do Canadá.
Com uma estratégia cautelosa, porém ambiciosa, a equipe britânica espera que a corrida deste fim de semana marque o início de avanços mais robustos na temporada.
Com informações de F1Mania.net



