Lewis Hamilton optou por alterar radicalmente sua rotina de preparação para o Grande Prêmio do Canadá, marcado para 7 de junho, após mais um fim de semana difícil na temporada 2026 da Fórmula 1. O britânico, que tem enfrentado dificuldades para acompanhar o desempenho de Charles Leclerc dentro da Ferrari, decidiu abrir mão do uso do simulador da equipe antes da próxima corrida.
Até o momento, apenas o GP da China fugiu do padrão de resultados desfavoráveis para Hamilton. Naquela etapa, o heptacampeão registrou sua melhor atuação do ano – justamente a única vez em que não utilizou o simulador da Ferrari previamente.
Desempenho em Miami reforçou a decisão
No último compromisso, em Miami, a diferença interna ficou evidente. Na classificação sprint, Hamilton foi 0,379s mais lento que Leclerc; na sessão principal, a desvantagem subiu para 0,176s. Durante a prova, o inglês chegou a ficar 24 segundos atrás do companheiro antes de o monegasco rodar, bater no muro e ainda receber punição por cortar pista na volta final.
Segundo Hamilton, os dados gerados no simulador não têm refletido o comportamento real do SF-26. “A maneira como estamos nos preparando não está ajudando”, afirmou. Ele relatou falta de equilíbrio nas entradas de curva e subesterço acentuado no meio das curvas ao longo do fim de semana norte-americano.
Baixa correlação e calendário de sprint complicam ajustes
O piloto explicou que passou “semanas” no simulador antes de Miami, mas o acerto encontrado virtualmente não funcionou na pista. A situação se agrava em fins de semana com formato sprint, que oferecem apenas um treino livre antes da classificação curta, reduzindo o tempo para intervenções maiores na suspensão ou na configuração aerodinâmica.
“Em um mundo ideal, eu deveria ter começado o fim de semana com o mesmo acerto de Charles. Acho que teríamos tido um resultado mais forte”, disse Hamilton, acrescentando que continuará participando das reuniões técnicas na fábrica, apesar do afastamento momentâneo do simulador.
Preocupação com as retas de Montreal
Para o Canadá, Hamilton prevê outra prova desafiadora para a Scuderia. O Circuito Gilles Villeneuve possui trechos de aceleração prolongada – 600 m, 550 m, 1,2 km e 650 m –, e a Ferrari tem perdido entre três e quatro décimos por volta nas retas em comparação com a Mercedes. O britânico indicou que reduzir o arrasto aerodinâmico é prioridade imediata da equipe.
Mesmo com as críticas ao processo de desenvolvimento, Hamilton destacou que se sente confortável com os carros mais compactos introduzidos na categoria nesta geração e acredita que o SF-26 combina com seu estilo de pilotagem. Ainda assim, a falta de velocidade final preocupa: “Isso vai continuar até resolvermos o problema”.
O Grande Prêmio do Canadá será a nona etapa do campeonato e acontece em 7 de junho, em Montreal.
Com informações de Autoracing



