A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) definiu em 6 MJ o teto de recuperação de energia para as sessões de classificação do Grande Prêmio do Canadá, que acontece neste fim de semana em Montreal. É o nível mais baixo adotado na temporada 2026 da Fórmula 1.
Restrição vale para as duas definições de grid
O limite se aplica tanto à classificação Sprint de sábado quanto ao treino que define o grid da corrida de domingo. Em Melbourne, na abertura do campeonato, as equipes puderam trabalhar com 7 MJ.
Objetivo é reduzir diferenças de velocidade
A FIA já havia baixado o limite antes da etapa de Miami ao constatar que os pilotos diminuíam demais o ritmo em determinados trechos para poupar carga elétrica, criando grandes variações de velocidade e aumentando o risco de tráfego perigoso nas voltas rápidas. Com 6 MJ, a entidade espera limitar o gerenciamento extremo da bateria e evitar desacelerações excessivas.
Características de Montreal pesaram na decisão
O Circuito Gilles Villeneuve combina longas retas com fortes frenagens, pontos onde a recuperação de energia é particularmente eficiente. Sem a nova restrição, os carros poderiam regenerar carga rapidamente e repetir o comportamento verificado em etapas anteriores, segundo a FIA.
Quatro zonas de “Modo Reta” em ação
Além da mudança no sistema híbrido, a pista terá quatro áreas de Modo Reta — recurso que reduz o ângulo das asas para diminuir o arrasto. Três delas correspondem às zonas de DRS usadas em 2025, e a quarta fica entre as curvas 9 e 10. Esta última só poderá ser ativada com pista seca; em caso de chuva, o dispositivo será bloqueado para preservar a estabilidade dos carros.
O fim de semana em Montreal marca o primeiro evento Sprint do ano, exigindo das equipes rápida adaptação a duas sessões de classificação sob o novo regulamento energético.
Com informações de Autoracing



