Lewis Hamilton voltou a manifestar desconforto com a atual geração de carros da Fórmula 1. Mesmo após provas agitadas recentemente, o heptacampeão afirmou que a forma como as unidades de potência híbridas entregam desempenho ainda causa estranheza ao volante.
O tema ganhou destaque depois dos Grandes Prêmios de Miami e do Canadá, marcados por disputas intensas. Em Montreal, Kimi Antonelli e George Russell travaram duelo pela liderança, enquanto Hamilton e Max Verstappen brigaram pela segunda posição durante boa parte da corrida.
Para o piloto da Ferrari, a principal queixa é a perda repentina de potência quando se esgota a energia elétrica no meio das retas.
“Definitivamente não é algo natural. Você acelera, libera a energia, e então a potência desaparece no meio da reta; o giro do motor começa a cair. Não parece o que o automobilismo deveria ser”, declarou.
Hamilton comparou a sensação atual com a era dos motores V8 e V10, quando, segundo ele, a potência era plena até a zona de frenagem. “O motor deveria estar no limite até o fim da reta, puxando cada vez mais. Era assim na época dos V8 e dos V10”.
Carro permite corridas mais próximas, admite britânico
Apesar das críticas, o heptacampeão reconheceu avanços na filosofia aerodinâmica introduzida em 2022. Para ele, o novo conceito facilita a aproximação entre os competidores. “O carro é fundamentalmente um projeto melhor, então podemos correr perto uns dos outros e acompanhar de perto. Essa é a melhor parte”.
Uso do simulador volta a ser questionado
O britânico também reiterou sua postura em relação ao simulador. Segundo Hamilton, seus dois melhores fins de semana da temporada aconteceram sem qualquer preparação virtual.
“Se você olhar para minhas duas melhores corridas, eu não usei simulador. Sempre foi assim. Em quase todas as temporadas, provavelmente com exceção de 2008, eu não usei simulador. Não é uma necessidade. É uma ferramenta poderosa, mas eu sou da velha escola. Talvez eu seja melhor sem isso”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



