O Grande Prêmio do Canadá, disputado neste domingo (data conforme calendário de 2026) no Circuito Gilles Villeneuve, proporcionou uma das corridas mais intensas da temporada. Depois de um início marcado pelo confronto interno da Mercedes entre George Russell e Kimi Antonelli, o foco da prova recaiu sobre o embate direto entre Lewis Hamilton, da Ferrari, e Max Verstappen, da Red Bull Racing.
A Mercedes adotou estratégia de free race, permitindo que Russell e Antonelli lutassem livremente, desde que respeitassem limites estabelecidos pela equipe. A rivalidade começou já na corrida Sprint, quando Antonelli tentou ultrapassagens incisivas sobre Russell, respondidas com a mesma intensidade pelo britânico.
No domingo, o duelo foi interrompido na volta 31, quando Russell abandonou por falha na unidade de potência. Com a saída do carro número 63, Hamilton e Verstappen assumiram o protagonismo, disputando posições em manobras roda a roda que mantiveram o público canadense em alerta. O piloto da Ferrari levou a melhor, enquanto o holandês terminou em terceiro, logo atrás do britânico.
Mesmo no pódio, Verstappen voltou a criticar o regulamento técnico da Fórmula 1. Segundo o tetracampeão, o espetáculo não depende das regras atuais. “Se nos dessem um carro alugado, ainda assim faríamos um grande show”, declarou. Ele também reclamou da complexidade na gestão de bateria e das restrições operacionais: “É tudo muito confuso. Não é isso que a Fórmula 1 deveria ser”.
O holandês destacou que muitos torcedores desconhecem os mecanismos que os pilotos precisam controlar durante uma corrida, desde regulagens de energia até procedimentos em voltas de formação e saída dos boxes. “Os fãs não sabem com o que lidamos enquanto pilotamos. É uma pena ter que lidar com tudo isso”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



