A McLaren avalia ingressar no grupo de fabricantes de motores da Fórmula 1 a partir da próxima geração de regulamentos, prevista para 2030 ou 2031. A possibilidade ganhou destaque depois que o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, declarou acreditar que a equipe britânica passará a construir sua própria unidade de potência se a categoria adotar um conjunto técnico mais simples e menos eletrificado.
Segundo Ben Sulayem, a FIA trabalha para afastar a F1 dos atuais sistemas híbridos complexos e aproximar os propulsores da filosofia dos antigos V8 aspirados, com blocos mais leves, barulhentos e com menor dependência elétrica. “Eu acho que, quando isso acontecer, até a McLaren fará seu próprio motor. Hoje eles compram motores porque é uma unidade muito complicada”, disse o dirigente ao Sports Business Journal.
Contrato com Mercedes vai até 2030
Atualmente, a McLaren utiliza motores Mercedes-Benz e possui acordo válido até o fim da temporada 2030. Apesar do vínculo, o diretor-executivo Zak Brown não descartou a produção interna de propulsor caso o novo regulamento reduza custos.
“Se existir uma fórmula de motor financeiramente viável, então sim, consideraríamos isso. Se algo for apresentado e fizer sentido financeiramente, vamos analisar”, afirmou Brown.
A relação com a Mercedes apresenta sinais de desgaste desde a introdução da geração híbrida de 2026. Equipes clientes relatam dificuldade para compreender totalmente os sistemas sem acesso completo aos dados do fabricante, e a McLaren já manifestou frustração com a complexidade dos atuais conjuntos híbridos.
Discussão política sobre o futuro das unidades de potência
O debate sobre como serão os motores da categoria continua intenso. Embora reconheça que a regulamentação pode ter exagerado na dependência elétrica, Brown avalia que o espetáculo na pista permanece forte. “As corridas são ótimas. Quem assiste pela televisão vê disputas, ultrapassagens e mudanças constantes na liderança”, comentou. Para o dirigente, parte das críticas se deve à visibilidade cada vez maior do campeonato.
A FIA deve apresentar detalhes finais das regras nos próximos anos, e a eventual simplificação das unidades de potência pode abrir caminho para que a McLaren passe a desenvolver seu próprio motor, repetindo o movimento já feito pela Red Bull.
Com informações de Autoracing



