A Ferrari saiu em defesa da estratégia adotada no Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1, realizado no último domingo (7), depois de uma corrida frustrante para Charles Leclerc. O vice-chefe da escuderia, Jérôme D’Ambrosio, reconheceu que o monegasco foi prejudicado, mas afirmou que a equipe precisava garantir o melhor resultado coletivo.
Leclerc ocupava posição favorável na luta pelo pódio, beneficiado pela penalidade de 5 segundos aplicada ao companheiro Lewis Hamilton por excesso de velocidade nos boxes. A entrada do safety car, porém, mudou o cenário e forçou a Ferrari a optar por uma parada dupla.
Na operação de boxes, Leclerc teve de esperar enquanto Hamilton cumpria a punição. Pouco depois, o piloto da casa abandonou a prova ao bater na curva Antony Noghes, incidente que ele atribuiu a problemas nos freios, recusando-se a assumir culpa pelo erro.
D’Ambrosio explicou que a equipe considerou postergar a troca de pneus, mas avaliou que o risco de sair atrás do safety car seria ainda maior. “Se você espera e o safety car fica bem à sua frente, perde tudo”, afirmou. “Talvez a última parada não tenha sido 100% ideal para ele individualmente, mas era o que precisávamos fazer como equipe.”
Sobre as reclamações de Leclerc em relação aos freios, o dirigente confirmou dificuldades na sensação de frenagem. “Precisamos voltar à fábrica, analisar em detalhes e decidir como prosseguir. O importante é dar aos pilotos a confiança necessária com o carro, algo que faremos nos próximos dias”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



