A Liberty Media divulgou nesta quinta-feira (data não informada no relatório) que a receita obtida com a Fórmula 1 despencou 38% no segundo trimestre de 2026, totalizando US$ 764 milhões. O lucro operacional no período ficou em US$ 73 milhões, enquanto o OIBDA ajustado – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – caiu 61%, para US$ 139 milhões.
No acumulado de janeiro a junho, a receita somou US$ 1,381 bilhão, retração de 15% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O lucro operacional nos seis primeiros meses do ano fechou em US$ 180 milhões, e o OIBDA ajustado recuou 30%, atingindo US$ 311 milhões.
A companhia atribuiu parte das perdas às consequências do conflito no Oriente Médio. O relatório destaca que os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita precisaram ser adiados; a etapa do Bahrein foi remarcada para outubro, na Malásia, recolocando o calendário em 23 provas.
Gestão mantém otimismo
Apesar dos resultados negativos, o presidente e CEO da Liberty Media, Derek Chang, afirmou que a demanda pelas marcas administradas pela empresa “continua robusta e resiliente”. Segundo ele, a organização tem “encontrado soluções criativas para lidar com as incertezas globais” e vê oportunidades de expansão na MotoGP, além de maior engajamento dos fãs de F1.
Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, reforçou a visão positiva. De acordo com o dirigente, a temporada atual “mostrou o melhor do esporte”, impulsionando público, audiência e impressões digitais. Domenicali mencionou ainda crescimento de 13% no total de horas assistidas, avanço na parceria de conteúdo com a Apple, a extensão de dez anos do contrato do GP de Las Vegas e novos acordos com a ServusTV e a Pirelli.
Com informações de F1Mania.net



