Toto Wolff, CEO e chefe da Mercedes, precisou assumir o rádio durante o Grande Prêmio de Mônaco de domingo, 9 de junho de 2026, para pedir que Kimi Antonelli reduzisse a velocidade mesmo com ampla vantagem na liderança.
O piloto de 19 anos manteve o comando da prova desde a luz verde e garantiu a primeira vitória de um italiano nas ruas de Monte Carlo desde 2004. Ele largou bem nas duas reinicializações e controlou a pressão dos adversários sem perder a calma.
Intervenção da equipe
De acordo com Wolff, o engenheiro de pista Peter Bonnington, o “Bono”, foi o primeiro a solicitar que Antonelli administrasse o tempo. Como o italiano seguiu registrando voltas rápidas, o próprio chefe da equipe entrou na conversa.
“Bono falou primeiro; depois precisei repetir”, contou Wolff. “Acrescentei que ele tinha meio minuto de frente. Mesmo assim, Kimi manteve o mesmo ritmo, então concluímos que aquele era o ritmo normal dele.”
Quebra de jejum para a Mercedes
O triunfo encerrou uma sequência sem vitórias da Mercedes em Mônaco que vinha desde 2019. A equipe destacou a importância do resultado para o campeonato, no qual Antonelli ampliou a liderança.
Impacto na classificação
Enquanto o italiano celebrava, George Russell deixou o Principado sem pontos após cumprir um drive-through, caindo para o terceiro lugar no Mundial. Lewis Hamilton é o segundo colocado, 66 pontos atrás de Antonelli.
Sentimentos mistos na garagem
Wolff admitiu que a punição de Russell trouxe uma sensação agridoce ao fim de semana. Segundo ele, erros estratégicos impediram o britânico de brigar pelo pódio, o que dificultou uma comemoração plena dentro da escuderia.
Ainda assim, a Mercedes sai de Monte Carlo satisfeita com a performance dominante de seu estreante e com o reforço da vantagem no campeonato de 2026.
Com informações de Autoracing



