Fernando Alonso avaliou de forma cautelosa, mas crítica, as mudanças previstas para as unidades de potência da Fórmula 1 a partir de 2027. O bicampeão espanhol afirmou que o conceito criado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) mantém características que, segundo ele, continuarão influenciando o estilo de pilotagem e a dinâmica das corridas.
Os novos parâmetros, definidos em conjunto por FIA, Fórmula 1 e fabricantes, visam melhorar a gestão de energia e o fluxo de combustível, além de permitir voltas de classificação com desempenho máximo sem comprometer a competitividade nas provas.
Rebalanceamento entre motor a combustão e bateria
A principal alteração diz respeito à distribuição de potência entre o motor a combustão interna e o sistema elétrico. Atualmente, a divisão é de 53% para o motor térmico e 47% para a bateria. Para 2027, a proporção passará a 58% e 42%, respectivamente, e, em 2028, será ajustada novamente para 60% e 40%.
Questionado sobre essas modificações, Alonso declarou que ainda é cedo para medir os efeitos práticos, mas espera avanços que agradem público e pilotos. “Precisamos dar tempo e espero que as coisas melhorem, que os fãs aproveitem mais e que nós, pilotos, fiquemos um pouco mais felizes com o carro”, disse o representante da Aston Martin.
“DNA” das regras preocupa o espanhol
Apesar da expectativa por melhorias, o piloto ressaltou que a essência do regulamento deve permanecer. “Essas unidades de potência têm esse DNA e será difícil mudar isso. Você pode fazer pequenos ajustes, mas sempre vai recompensar quem fizer curvas mais devagar para ter mais energia nas retas. Esse é o DNA dessas regras”, comentou.
Alonso também questionou o fato de o regulamento introduzido nesta temporada já estar passando por revisões. “Quando estamos na sétima corrida deste ano e já precisamos mudar as regras para o próximo ano e também para 2028, isso mostra que havia algo errado desde o início”, concluiu.
Com informações de F1Mania



