Maranello (Itália) – A Ferrari definiu o cronograma de duas evoluções de motor para a temporada da Fórmula 1, mirando diminuir a diferença de 72 pontos que hoje separa a equipe da líder Mercedes no Mundial de Construtores. O pacote integra o programa ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização), liberado pela FIA depois do ponto de verificação pós-Montreal.
Primeira etapa chega no GP da Áustria
A primeira autorização do ADUO será utilizada já no Grande Prêmio da Áustria. A atualização envolve alterações na câmara de combustão, com adoção de cabeçote em liga de aço. O material mais resistente permitirá pressões e temperaturas superiores às aplicadas nos blocos de alumínio convencionais.
No Red Bull Ring, o time de Maranello também vai intensificar o conceito de “motor quente”, elevando a temperatura de operação dos cilindros de 100 °C para 110 °C. A estratégia abre caminho para radiadores mais compactos, já que a diferença térmica do sistema de arrefecimento se torna menor.
Novo turbo entre Zandvoort e Monza
O segundo crédito do ADUO será reservado à introdução de um turbocompressor revisado, programado para aparecer entre os GPs dos Países Baixos (Zandvoort) e da Itália (Monza). O diâmetro do impelidor permanece o mesmo, porém haverá ajustes no número e no ângulo das pás, além de mudanças nos materiais empregados.
Déficit de potência acima de 4 %
De acordo com dados da FIA, o motor de combustão interna da Ferrari apresenta defasagem superior a 4 % em relação ao conjunto Red Bull-Ford, referência atual do grid. A meta das evoluções é reduzir esse hiato até 2026.
Ganhos já sentidos em Barcelona
No GP da Espanha, o modelo 067/6 recebeu peças aerodinâmicas de menor arrasto que compensaram parte da vantagem estimada em 25 cv das rivais. Sob altas temperaturas, a diferença praticamente desapareceu e Lewis Hamilton anotou a primeira vitória com o carro da equipe italiana.
Com informações de F1Mania.net



