Carlos Sainz defendeu, nesta quinta-feira (2), uma alteração no regulamento da Fórmula 1 que prevê punição automática a pilotos que gerem bandeira amarela ou vermelha durante o treino classificatório. O espanhol da Williams propôs a perda de três posições no grid como forma de evitar que o responsável por um incidente seja beneficiado pela interrupção da sessão.
Discussão após incidente de Verstappen
A iniciativa surgiu após o acidente de Max Verstappen na parte final do Q3 para o Grande Prêmio da Áustria. O holandês bateu na penúltima curva em sua última tentativa, acionando apenas bandeira amarela simples. Mesmo reduzindo a velocidade, George Russell completou a volta e garantiu a pole position, conforme permitido pelas regras atuais.
A decisão da direção de prova desencadeou debate entre pilotos e equipes, que esperavam bandeira amarela dupla ou até vermelha. Sainz afirmou que levará o tema à próxima reunião da Associação de Pilotos de Grande Prêmio (GPDA).
Piloto quer regra mais rígida
Para Sainz, nenhum competidor deveria concluir a volta após um acidente como o de Verstappen. “Se Max estivesse na pole e batesse, a interrupção impediria outros de melhorar seus tempos. Seria injusto”, observou. Ele citou episódios semelhantes em Mônaco e no Azerbaijão, quando pilotos pensaram em possíveis vantagens em caso de batida.
O espanhol reiterou que Russell agiu corretamente e mereceu a pole ao cumprir o regulamento, mas insistiu que a direção de prova precisa rever o procedimento. A adoção de uma penalidade fixa de três posições, segundo ele, desestimularia qualquer manobra deliberada ou eventual benefício ao causador da bandeira.
A proposta deve ser formalmente apresentada na próxima oportunidade, já que o fim de semana na Áustria inclui corrida Sprint e pode não contar com reunião oficial da GPDA.
Com informações de Autoracing



