Nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, Lewis Hamilton afirmou que a categoria chega a Silverstone sob clima de apreensão. Segundo o britânico, todos os pilotos da Fórmula 1 discutem a possibilidade de perda significativa de desempenho no circuito inglês devido às novas unidades de potência introduzidas nesta temporada.
Preocupação com recarga de bateria
Silverstone é um dos traçados mais velozes do calendário e possui poucas zonas de frenagem intensa. As unidades de potência de 2026, porém, dependem fortemente da energia elétrica gerada nas frenagens para alimentar o MGU-K. “Ficaremos sem carga durante boa parte da volta”, relatou Hamilton, hoje piloto da Ferrari. “Com poucas curvas de freada forte, o MGU-K ficará inativo em grande parte do percurso.”
Alertas vindos dos testes
Equipes já levaram seus carros para sessões privadas no circuito ao longo do ano, e os dados reforçaram a preocupação técnica. Na semana passada, Max Verstappen contou ter rido ao guiar o modelo de 2026 no simulador da Red Bull, tamanha a queda de potência percebida.
Discussão coletiva entre os pilotos
De acordo com Hamilton, o tema domina as conversas no grupo de mensagens que reúne quase todo o grid. “É um fim de semana sem precedentes em termos de entrega de potência”, disse o heptacampeão.
Ferrari pode sentir mais
O britânico reconheceu que a Ferrari, escuderia pela qual compete desde 2025, tende a sofrer mais do que Mercedes e Red Bull. “Já mostramos dificuldades maiores em outras pistas; aqui a desvantagem pode dobrar”, avaliou.
Expectativas moderadas
Três semanas após vencer em Barcelona, Hamilton prefere cautela. Ele calcula que a equipe italiana ainda perde cerca de quatro décimos por volta nas retas. “É difícil recuperar isso nas curvas, mas nosso carro é forte em essência. Precisamos extrair o máximo e somar o maior número possível de pontos enquanto trabalhamos para reduzir a diferença”, concluiu.
Com informações de Autoracing



