Silverstone (Reino Unido), 10 de julho de 2026 – James Vowles, chefe da Williams, rejeitou as suspeitas levantadas pela Mercedes a respeito do volume de atualizações que a Ferrari vem introduzindo na temporada 2026 da Fórmula 1.
Após o GP da Áustria, Toto Wolff declarou estar intrigado com a frequência de novidades técnicas apresentadas pela escuderia italiana e questionou como a rival consegue manter o ritmo de desenvolvimento respeitando o teto orçamentário da categoria. O austríaco lembrou que Mercedes, McLaren e Red Bull optaram por um grande pacote em Montreal, seguido por pequenas evoluções, enquanto a Ferrari “parece trazer algo novo o tempo todo”.
Em Silverstone, Vowles qualificou as declarações de Wolff como parte das manobras políticas usuais no paddock. “Também não posso dizer quanto disso é apenas jogo de cena. O correto não é dizer que eles fizeram um trabalho melhor; é afirmar que estão surpresos com a forma como isso está sendo feito”, comentou o britânico, que passou anos no comando estratégico da Mercedes antes de assumir a Williams.
Russell e Hamilton comentam
George Russell reforçou o discurso de seu chefe ao admitir surpresa com o volume de peças novas trazidas por alguns concorrentes. “Talvez eles paguem o preço no fim do campeonato. Sabemos quando planejamos nossas atualizações e, nas férias de agosto, vamos avaliar se vale a pena antecipar algo”, afirmou o piloto.
Agora na Ferrari, Lewis Hamilton evitou se envolver na polêmica sobre o limite de gastos. “Essa é uma pergunta para o Fred”, respondeu, referindo-se ao chefe Frédéric Vasseur. O heptacampeão classificou a equipe de Maranello como “a mais inovadora do paddock” e disse não se surpreender ao ver adversários tentando copiar suas soluções.
Estruturas consolidadas
Vowles salientou que tanto Mercedes quanto Ferrari contam com redes consolidadas de fornecedores e processos eficientes, fruto de anos de investimento. “A Mercedes passou doze anos desenvolvendo relacionamento com os melhores fornecedores e as melhores pessoas para entregar peças no prazo e da maneira correta. A Ferrari também tem isso; todas as equipes de ponta têm”, destacou.
Charles Leclerc descreveu as recentes mudanças no carro vermelho como “pequenas coisas” e disse ainda estar trabalhando para extrair mais desempenho, depois das dificuldades no GP da Áustria.
Com o campeonato entrando na segunda metade, as equipes seguirão monitorando de perto o ritmo de desenvolvimento dos rivais enquanto mantêm os olhos no orçamento imposto pela Fórmula 1.
Com informações de F1Mania.net



