Silverstone (09.jul.2026) – A Mercedes adotou um artifício totalmente legal na classificação do Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone, para arrancar metros preciosos de vantagem logo na reta principal. George Russell e Kimi Antonelli aliviaram o acelerador por frações de segundo antes da linha de chegada, permitindo que o sistema híbrido recuperasse a potência elétrica máxima para o trecho inicial da volta seguinte.
Como funciona a manobra
A breve redução de aceleração reativa a liberação dos 350 kW do MGU-K no instante em que os pilotos voltam a pisar fundo. O procedimento difere da estratégia usada no início da temporada, quando algumas equipes – incluindo a própria Mercedes – desligavam completamente o MGU-K para segurar energia extra. Após o GP do Japão, a FIA vetou aquela prática por questões de segurança, mas a nova solução da equipe alemã permanece dentro do regulamento.
Ganho comprovado em telemetria
Análises de dados mostraram que Russell e Antonelli atingem de 9 a 13 km/h a mais que a Ferrari no início da volta. Gráficos de velocidade indicam que, enquanto Lewis Hamilton mantém cerca de 94% de acelerador e 271 km/h, os pilotos da Mercedes baixam o pedal para algo próximo de 40%, caem para menos de 260 km/h e, em seguida, disparam com a carga elétrica restaurada.
Precisão milimétrica e riscos
O sucesso da tática depende de o piloto aliviar o pé pouco antes de a bateria chegar a zero. Se o momento for errado, o sistema híbrido é desligado automaticamente e permanece inativo por 60 segundos, violando a regra introduzida após Suzuka. Para minimizar o risco, a Mercedes programou avisos sonoros no cockpit que sinalizam o ponto exato da manobra – procedimento exaustivamente treinado no simulador.
Comprovadamente dentro das normas, a estratégia deve entrar no radar de Ferrari, Red Bull e McLaren nas próximas etapas, embora a execução exija coordenação perfeita entre equipe, piloto e unidade de potência.
Com informações de Autoracing



