A BYD afastou a possibilidade de participar da Fórmula 1 somente para exibir sua marca. A fabricante chinesa admite negociar com a categoria, mas condiciona qualquer acordo a uma contribuição efetiva de tecnologia.
Nos últimos meses, a empresa manteve conversas preliminares que poderiam levá-la ao grid como a 12ª equipe. Mesmo assim, a vice-presidente Stella Li afirmou que ainda não há projeto definido. “Estamos buscando oportunidades para entender se nossa tecnologia pode ajudar a FIA e outras equipes”, explicou.
A dirigente reconhece que a F1 pode impulsionar a visibilidade global da empresa, porém destaca que esse não é o objetivo principal. “O sonho sempre existe, mas não temos uma agenda concreta”, resumiu.
O assessor especial Alfredo Altavilla foi mais enfático. “Nunca participaríamos da Fórmula 1 apenas para colocar um adesivo na lateral de um carro. Existem formas melhores de investir esse dinheiro”, declarou. Segundo ele, o interesse da BYD se limita a um papel de parceira tecnológica.
A companhia também acompanha com atenção as futuras regras da categoria. Embora o regulamento atual preveja unidades híbridas, a próxima geração de motores pode reduzir a eletrificação e adotar V8 movidos a combustíveis sustentáveis, caminho que poderia divergir da estratégia totalmente elétrica da BYD.
No momento, a montadora mantém a análise interna sobre a viabilidade de se envolver com a F1, priorizando a transferência de tecnologia em vez da criação de uma equipe própria.
Com informações de F1Mania.net



