São Paulo, 18 de julho de 2024 – A Honda definiu o Grande Prêmio da Bélgica, em Spa-Francorchamps, como etapa decisiva para medir desempenho e confiabilidade da atual unidade de potência fornecida à Aston Martin. O resultado servirá de base para a introdução do novo motor de combustão interna, programado para o GP da Holanda, em Zandvoort, em 23 de agosto.
A atualização foi desenvolvida dentro do sistema de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO), regulamentado pela FIA. Até o intervalo de verão, a fabricante e a equipe terão apenas as corridas na Bélgica e na Hungria para aprofundar o entendimento sobre o conjunto atualmente em uso.
Características de Spa aumentam complexidade
Segundo Shintaro Orihara, gerente geral de pista e engenheiro-chefe da Honda, Spa representa desafio técnico relevante. “Spa abriga o circuito mais longo do calendário de 2026 e também é um dos mais populares entre pilotos e fãs. É um traçado técnico, com curvas complexas”, explicou.
O dirigente destacou que a combinação de longas retas e curvas de alta velocidade exige planejamento minucioso na distribuição de energia. “Será um teste em gerenciamento de energia; precisamos definir como alocar a potência do MGU-K nas retas. A recuperação de energia é limitada, o que aumenta a importância de acertar o plano de distribuição. As retas também exigem muito da unidade de potência em termos de desempenho e confiabilidade”, acrescentou.
Início de temporada difícil
A parceria entre Honda e Aston Martin ainda não engrenou em 2024. Nas nove primeiras etapas, a equipe somou apenas um ponto, conquistado por Fernando Alonso com o décimo lugar em Mônaco. Problemas de vibração danificaram baterias e outros componentes, forçando o uso de modos de motor mais conservadores e reduzindo o potencial competitivo de Alonso e Lance Stroll.
A expectativa é que as avaliações em Spa forneçam dados fundamentais para que a Honda finalize os ajustes do novo motor antes de sua estreia em Zandvoort.
Com informações de F1Mania.net



