Max Verstappen assegurou a segunda posição no grid para o Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1, disputado neste sábado (18), graças ao vácuo fornecido por Isack Hadjar durante a fase decisiva da classificação em Spa-Francorchamps.
De acordo com a análise de dados das voltas, o auxílio aerodinâmico do francês foi determinante. Na comparação entre a melhor tentativa de Verstappen no Q3 e sua volta mais rápida no Q2, o holandês chegou a atingir 15 km/h a mais na longa reta final do circuito. No restante da pista, os tempos permaneceram praticamente idênticos.
Os parciais confirmam o ganho. Ao sair da curva 15, Verstappen já era 0s495 mais veloz em relação ao próprio registro do Q2. No ponto de frenagem da chicane Bus Stop, a vantagem havia crescido para 0s921, indicando lucro de 0s426 apenas pelo vácuo — quase meio segundo.
Sem essa ajuda, o tempo projetado de Verstappen seria 1min45s104, resultado que o colocaria na oitava posição, atrás de Arvid Lindblad, da Racing Bulls. O próprio tetracampeão imaginava cair para sexto, mas os números apontam cenário ainda mais desfavorável.
A Red Bull aplicou a tática por duas vezes no Q3; a segunda tentativa rendeu mais de um décimo adicional em relação à primeira. Mesmo com a estratégia bem-sucedida, a avaliação dos engenheiros indica que o rendimento do RB22 ficou abaixo da colocação alcançada, em nível semelhante ao carro atualizado da Racing Bulls.
A diferença final para a pole position de Kimi Antonelli ultrapassou 0s3, enquanto quatro competidores terminaram a menos de 0s2 de Verstappen, ressaltando a importância do vácuo de Hadjar no resultado.
Com informações de F1Mania.net



