25 de julho de 2026 – 10h00
O presidente da Associação de Pilotos de Grandes Prêmios (GPDA), Alex Wurz, declarou que a pressão dos competidores já provocou alterações no regulamento técnico da Fórmula 1 previsto para 2026. Segundo o ex-piloto austríaco, a intervenção dos pilotos convenceu a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e os fabricantes de unidades de potência a reverem parte das regras, ainda que uma reformulação profunda não fosse possível neste momento.
Críticas não derrubam audiência
Wurz reconheceu a insatisfação de vários pilotos com os carros da nova geração, mas afirmou que a repercussão negativa não afetou o interesse do público. “A audiência segue alta, inclusive entre os mais jovens, que continuam assistindo às corridas até o fim”, destacou.
Verstappen segue como voz mais ativa
Max Verstappen continua sendo o principal opositor do atual regulamento e relaciona seu futuro na categoria ao prazer de pilotar os novos carros. Para Wurz, as declarações geram dúvidas naturais quando partem de um dos protagonistas do grid, mas ele acredita que o holandês permanecerá na F1. “É aqui que estão os carros mais rápidos e mais empolgantes, e as regras já começam a tomar o rumo que ele deseja”, avaliou.
Participação decisiva da GPDA
De acordo com Wurz, sem a mobilização da GPDA as mudanças não teriam ocorrido. Ele explicou que, por respeito aos investimentos dos fabricantes, foram adotadas apenas correções graduais. Entre as alterações, está o aumento da participação dos motores a combustão, embora o sistema híbrido continue presente. “Muita coisa ainda vai acontecer nos próximos dois anos”, acrescentou.
Antonelli supera Russell
Ao comentar o desempenho na temporada, Wurz admitiu que sua aposta inicial em George Russell dificilmente se concretizará. O austríaco elogiou Kimi Antonelli, que, segundo ele, lida melhor com o novo carro e o gerenciamento de energia. “Kimi está fazendo um trabalho superior e ainda é um cara muito simpático”, resumiu.
Apesar das críticas aos regulamentos e das incertezas sobre o futuro de alguns pilotos, Wurz avalia que a Fórmula 1 mantém forte apelo comercial e segue ajustando suas regras sob a influência direta dos competidores.
Com informações de Autoracing



